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PICUÍ: Município está incluído entre aqueles com maior número de inscritos no programa garantia safra que teve pagamento liberado.


O Ministério do Desenvolvimento Agrário autorizou o pagamento do Garantia-Safra para 47,221 mil agricultores paraibanos. Ao todo, produtores de nove estados brasileiros receberão o benefício e, dos 186 municípios listados na publicação de ontem do Diário Oficial da União (DOU), mais da metade (95) pertencem à Paraíba.

A autorização do Ministério só é válida para os agricultores que aderiram ao programa no período 2011-2012. Os pagamentos serão efetuados a partir deste mês, nas datas determinadas pela Caixa Econômica Federal. Atualmente, 195 municípios paraibanos encontram-se em situação de emergência em virtude dos efeitos da estiagem, que reduziu mais de 90% da safra de grãos do Estado este ano, segundo o último levantamento da Conab.

O presidente da Federação de Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (Fetag-PB), Liberalino Ferreira, explica que o Programa Garantia-Safra existe para auxiliar o agricultor que sofreu perdas de pelo menos 50% da produção de algodão, arroz, feijão, mandioca e milho. A indenização é paga em até seis parcelas mensais, por meio de cartões eletrônicos da Caixa. “Contudo, este valor não condiz nem de perto com a necessidade do produtor paraibano. Nos anos anteriores, ele representava um auxílio ou um complemento para a renda que havia sofrido déficit com a seca. Mas, neste ano, a produção é zero. São R$ 680 parcelados para uma família que não lucrou nada”, comenta.

MATUREIA LIDERA
Dentre as cidades paraibanas com maior número de inscritos no programa estão Matureia, com 1.319 agricultores, Picuí, com 1.278, e Tavares com 1.140. Para Liberalino, apesar da concentração de recebimento do benefício nestas cidades, não há como distinguir aquelas em situação mais alarmante.

“Posso citar São João do Rio do Peixe, que está numa situação muito complicada, tanto quanto as outras. Quer dizer, as pessoas estão passando sede, sendo abastecidas por carros-pipa. Então, por mais que a ajuda seja bem-vinda para quem não tem nada, o valor ainda é lamentável e precisava ser muito maior”, afirma.

Segundo ele, com a morte do gado e a remota perspectiva de melhora para este segundo semestre, mais municípios entraram na lista das cidades em situação de emergência. De acordo com o presidente da Fetag, além das cidades paraibanas citadas, os mais de 30 municípios do Litoral e Brejo já perceberam que terão altos prejuízos até o final do ano. “A chuva parou antes do que o esperado, então se havia uma perspectiva de safra para eles, não há mais”, explica.

Clckpicui com JP Online
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