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Suspeito de estelionato na venda de produtos é preso em João Pessoa.


Um homem de 41 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (1º), em João Pessoa, suspeito de estelionato na venda de produtos eletrônicos. De acordo com o delegado Lucas Sá, da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa, o homem negociava produtos que não existiam e após receber o pagamento antecipado, fugia das vítimas. Pelo menos 15 pessoas teriam sido lesadas pelo suspeito, segundo o delegado.

A prisão aconteceu na casa do suspeito, no bairro de Mangabeira. Lucas Sá explica que as investigações começaram há cerca de uma semana, depois que dez das vítimas, que são colegas de turma do suspeito em um curso de redes de computadores, denunciar o caso.

“O suspeito informava às vítimas que tinha um parente nas Forças Armadas e que este parente viajava para missões de guerra de três meses no Haiti, e que na volta trazia produtos eletrônicos a preços baixos, entre R$ 1 mil e R$ 1.300. Com isso ele conseguia que as vítimas realizassem a compra, pedindo uma parte do valor adiantada para que o parente pudesse adquirir os produtos. Após o pagamento, ele não entregava os itens e quando as vítimas o procuravam, ele ignorava os contatos”, explicou Lucas Sá.

O delegado explica que o homem também agia por meio de sites de vendas e das redes sociais, onde teria feito outras vítimas. “Após ser preso, ele confessou o crime e disse que apesar de ter realmente um parente nas Forças Armadas, esse parente não fazia viagens para o exterior, e os produtos oferecidos não existiam, sendo que as fotos mostradas às vítimas eram retiradas da internet. Ele conseguia o adiantamento do valor por meio de comprovantes falsos de envio dos produtos”, completou.

Ainda segundo Lucas Sá, o homem é natural do Rio de Janeiro e também já morou no Mato Grosso, onde responde a um processo federal pelo crime de peculato, uma vez que é suspeito de ter desviado valores de uma agência dos Correios onde trabalhou. O suspeito foi levado para a carceragem da Central de Polícia Civil, onde deve aguardar a audiência de custódia, prevista para a quinta-feira (2).
O delegado orienta a outras vítimas que possam comparecer à Delegacia de Defraudações e Falsificações para reconhecer o suspeito e ajudar nas investigações. As denúncias também podem ser feitas pelo número 197, o disque denúncia da Polícia Civil. O anonimato da vítima é garantido pela polícia.



G1
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