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Dom Genival Saraiva diz que não vai ordenar novos padres na Paraíba.


O novo administrador da Arquidiocese da Paraíba, Dom Genival Saraiva de França, afirmou, nesta terça-feira (12), que não vai ordenar nenhum novo padre durante o período em que estiver à frente da instituição. Dom Genival assumiu o cargo depois que o pedido de renúncia de Dom Aldo Pagotto foi aceito pelo Papa Francisco, na quarta-feira (7). Depois de uma investigação ter sido iniciada em 2015, Dom Aldo recebeu a determinação de não ordenar padres.
“Um bispo administrador, como é o meu caso, até pode ordenar, só que eu não o faria sem antes ouvir a Santa Sé. Uma vez que aqui há este contexto de um bispo que me antecedeu não o fazer, não sou eu que na interinidade devo fazer. Por uma questão de sensatez, uma vez que espero que não dure muito tempo até que haja a nomeação do novo Arcebispo da Paraíba, eu não vou pedir autorização de ordenar”, disse Dom Genival.

O bispo também explicou que até esta terça-feira, nenhuma mudança de ordem administrativa foi feita nas paróquias ou nas dioceses do Estado. “O decreto do Papa Francisco que me nomeou não fala em nenhuma mudança específica que eu tenha sido designado para fazer. Claro que uma situação peculiar, como por exemplo as dioceses que estão em vacância, devo providenciar resolver”, disse. Segundo a assessoria de imprensa da arquidiocese, na quarta-feira (13) haverá uma reunião do clero e que as mudanças que podem acontecer devem ocorrer após a reunião. No domingo (10), o administrador celebrou a primeira missa dominical à frente da Arquidiocese.

Casos de pedofilia
Dom Genival também afirmou que deve analisar as denúncias de acobertamento de casos de pedofilia por padres e seminaristas no Estado. “Neste pouco tempo que estou neste cargo, ainda não tive oportunidade de sentar para analisar os documentos, uma vez que tive que resolver questões urgentes de reuniões e também de celebrações. O que posso dizer é que não vai me faltar a consciência de que se há problemas, nesta ordem, o que estiver ao meu alcance de dar encaminhamento, eu o farei”, explicou.

Segundo o bispo, a pedofilia deve ser entendida como sendo um pecado, uma doença e um crime. “Essa prática é inadmissível na Igreja e também fora dela. Se membros da igreja assim estão procedendo, isso precisa ser cuidado primeiramente com o olhar da misericórdia, porque não há pecado que não seja perdoável, Jesus é quem diz, mas também deve ser investigado na esfera própria de ordem criminal, conforme o Papa João Paulo II que definiu desta forma. Também é bom que a gente compreenda que a pedofilia não pode ser vista em sua profundidade sem percebê-la como doença e que todo doente precisa ser tratado como tal”, completa.

Conheça Dom Genival
Paraibano da cidade de Alcantil, Dom Genival tem 78 anos, é padre há 51 anos e bispo há 16, de acordo com informações da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Além da formação em teologia e filosofia, obrigatórios para a ordenação, o bispo emérito também tem mestrado em Pedagogia e chegou a ser professor na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ainda na década de 1980, autou como apresentador de programas em rádios de Campina Grande.

Ordenado bispo em julho de 2000, ele assumiu em outubro do mesmo ano a Diocese de Palmares, em Pernambuco, de onde se afastou há três anos, quando completou 75 anos. Além de bispo de Palmares, foi também secretário e presidente do regional Nordeste 2 da CNBB, que inclui os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Atualmente, faz parte da Comissão Especial para os Bispos Eméritos da CNBB.




G1
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