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Ex-jogador Edilson paga parte de pensão atrasada e é solto em Brasília.

O ex-jogador do Corinthians e da seleção brasileira Edilson 'Capetinha', que foi preso em Brasília por não pagar pensão alimentícia.
Após passar dez dias detido em Brasília por dívida de pensão alimentícia, o ex-jogador de futebol da Seleção Brasileira Edilson Silva Ferreira, o "Capetinha", deixou a prisão nesta terça-feira (26). Segundo a Justiça, o atleta acumula R$ 430 mil em repasses atrasados para um dos três filhos. A defesa de Edilson afirma que ele pagou as últimas três parcelas e, por isso, foi liberado.

A decisão do desembargador relator Josaphá Francisco dos Santos foi emitida nesta segunda (25), mas o jogador só deixou a carceragem da Polícia Civil às 16h desta terça. Segundo o procurador e assessor do jogador, Eduardo Pereira, a pensão é fixada em R$ 8,8 mil. Com juros e correção monetária pelo atraso, o valor das três parcelas depositadas gira em torno de R$ 30 mil.

O processo corre em segredo de Justiça. Em consulta feita na noite de segunda, o sistema do TJ indicava que o agravo de instrumento (recurso) tinha sido recebido, mas não analisado. O G1 não conseguiu repetir a busca nesta terça, mas imagens da sentença foram fornecidas pela defesa do jogador.

No dia 18, um advogado de Edilson, Thiago Phileto, afirmou ao G1 que a "a atual situação financeira" do atleta não permite a ele pagar a pensão de dez salários mínimos (R$ 8,8 mil por mês) e que, por isso, entraria com pedido de redução do valor.

Também em entrevista ao G1, o advogado da mãe do filho de Edilson, Eduardo Gasparini, disse que a prisão é uma medida de "extrema exceção", mas, "às vezes, é a única forma de cobrar o pagamento".

"As pessoas ficam espantadas pelo valor alto de R$ 430 mil, mas aí estão incluídos juros e correções referentes a três anos de débitos. Mesmo que seja alto, esse valor vai de acordo com as condições do pai. Quando se estabelece o valor de uma pensão, leva-se em consideração a necessidade da criança e possibilidade do pai", diz Gasparini.

Em setembro de 2015, o ex-jogador foi alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de fraudes no pagamento de prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal.

Na época, agentes da PF apreenderam discos rígidos e computadores na casa de Edilson, que negou envolvimento com o esquema investigado.

Carreira
Edillson da Silva Ferreira, conhecido como Edilson Capetinha, começou a carreira em 1987 no clube Industrial, um time do Espírito Santo. Ele passou também pelo Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Bahia. Pela seleção brasileira, o jogador foi pentacampeão na Copa do Mundo de 2002.



g1
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