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Suspeita de encomendar a morte do irmão é transferida para presídio.

Acusada na delegacia e ao lado com o irmão, a vítima
Foram transferidos da Central de Polícia para o presídio do Roger e Penitenciária de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão quatros suspeitos de envolvimento na morte de Marcos Antônio do Nascimento Filho, morto em uma padaria no bairro Jardim Luna, em João Pessoa, no dia 4 de junho. De acordo com  o delegado Marcos Paulo, superintendente regional da Polícia Civil, além de Maria Celeste e a funcionária da padaria, que foram transferidas para a Penitenciária Feminina, mais dois suspeitos vão aguardar o julgamento no presídio do Roger.

O crime aconteceu na manhã do dia 4 de junho. Segundo informações da Polícia Militar, dois homens armados entraram na padaria, anunciaram um suposto assalto, renderam os funcionários e clientes, roubaram o dinheiro do caixa e a motocicleta da vítima que foi baleada na cabeça e fugiram. De acordo com as investigações da polícia civil, o motivo do crime teria sido um desentendimento entre os irmãos Marcos e Celeste, suspeita de ser mandante do crime, por causa da venda de imóveis da família, que tinham sido deixados como herança pelo pai deles, que morreu há três anos.

Segundo o delegado Aldrovilli Grisi, depois da morte do pai dos irmãos, quem passou a gerir o patrimônio da família, que mora em Bayeux, foi Maria Celeste, uma vez que a vítima estudava e morava em Areia, no Agreste do estado. Durante a ausência do irmão, ela conseguiu vender um imóvel e um carro pertencente à família e ainda segundo Aldrovilli Grisi, teria falsificado a assinatura do irmão para poder vender um imóvel que estava no nome dele.

Ainda de acordo com Aldrovilli Grisi, a morte do jovem foi encomendada pelo valor de R$ 13 mil, que a suspeita pretendia pagar após a execução. O delegado explicou que ela não tinha o dinheiro no momento do contrato. “Ela pretendia pagar aos executores do irmão com o dinheiro dos bens do próprio irmão”, disse.

O caso, que inicialmente foi investigado pela Delegacia de Homicídios, passou para Roubos e Furtos porque havia a suspeita de que fosse um latrocínio. A mudança de rumo na investigação aconteceu após a polícia conseguir na Justiça a quebra de sigilo telefônico da vítima. Nos registros do celular da vítima, a polícia encontrou várias ligações do irmão para a suspeita onde ele questionava a venda do patrimônio, bem como a forma que ela havia conseguido para vender o imóvel dele. Depois disso, a polícia conseguiu a quebra do sigilo da suspeita e descobriu como se deu a negociação para a morte do jovem.

Grisi explicou que a suspeita não gostava de ser questionada e teve a ideia de executar o irmão para poder vender os imóveis e bens livremente e sustentar um padrão de vida alto que ela levava. O delegado relatou na coletiva que a suspeita sustentava duas namoradas, incluindo uma delas que foi presa, além de gastar muito em festas, viagens e compras em restaurantes e shoppings de João Pessoa e Recife. “Ela levava uma vida luxuosa e queria manter, e a forma que ela encontrou foi vendendo os bens da família”, falou.

Marcos Antônio Filho era estudante de Veterinária da UFPB, do campus de Areia, no Agreste paraibano, e deveria se formar no próximo ano. Ele também era praticante de jiu-jitsu e já tinha marcado o exame de faixa, para assumir a faixa preta. Ele deixou um filho de sete anos.

Sete pessoas presas
Além dos suspeitos que foram transferidos nesta sexta-feira, outras três pessoas foram presas, mas uma delas, o empresário que teria comprado os imóveis a Maria Celeste, foi solto, por falta de provas, no dia 18 de julho.


G1
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