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Mulher é morta com sete tiros em Natal; ex-companheiro é suspeito.


Uma jovem de 18 anos foi morta a tiros nesta terça-feira (16), no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é de que Naiara Régia Noemi da Silva tenha sido assassinada pelo ex-companheiro. Este é o quinto caso registrado em cinco dias de assassinato de mulheres que tem ex-companheiros como principais suspeitos.
De acordo com informações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher foi morta com 7 tiros na Avenida Boa Sorte, nas proximidades da casa onde morava. Segundo as informações colhidas pela polícia, o ex-companheiro da vítima seria o autor dos disparos.
Segundo o relato de uma testemunha que preferiu não se identificar, um homem que seria o ex-companheiro da vítima teria chamado ela na porta de casa. Os dois caminharam alguns metros e o homem fez os disparos.
Ainda de acordo com os primeiros depoimentos colhidos pela polícia, o homem seria pai de um filho da jovem, um bebê de 2 meses. Eles teriam se separado recentemente.


Ana, Franciscris, Josefa e Mykaella
A Polícia Civil também investiga outros quatro casos de mulheres assassinadas no estado que supostamente foram vítimas de companheiros e ex-companheiros. Mykaella Ruanna Pereira Fagundes, de 21 anos, Ana D'Ávila Gomes de Oliveira, de 47, Franciscris Silva Fernandes, de 24, e Josefa Ferreira da Silva, 41 anos foram mortas a facadas ou a tiros.
No primeiro caso, a vítima foi a técnica em enfermagem Ana D'Ávila Gomes de Oliveira, de 47 anos, esfaqueada dentro de casa. Ela trabalhava como socorrista do Samu. Ana ainda foi socorrida, mas morreu ao chegar ao hospital. Apontado como responsável pelo crime, o ex-companheiro dela fugiu. Josinaldo Gomes da Silva, mais conhecido como ‘Vaqueiro’, foi encontrado morto na noite da sexta-feira (12) na zona rural de Lajes Pintadas, a 130 quilômetros da capital. De acordo com o delegado Silva Júnior, o corpo dele tinha marcas de dois tiros no peito. Uma pistola foi encontrada ao lado do cadáver. O delegado solicitou perícia, mas afirmou que existem indícios de suicídio. A polícia acredita que Josinaldo matou a ex-companheira porque ela não aceitava retomar o relacionamento.

Ainda na noite da quarta-feira, e também a facadas, foi morta a dona de casa Josefa Ferreira da Silva, de 41 anos. O crime aconteceu na cidade de São Rafael, no Oeste potiguar. De acordo com a Polícia Militar, Josefa foi assassinada na frente dos quatro filhos. O marido da vítima, um pescador de 46 anos, foi preso em flagrante. Ainda segundo a polícia, o casal discutiu na frente dos filhos. "Eles costumavam beber muito e discutir. O marido disse que Josefa o agredia e vice-versa", informou o sargento Agenor Batista dos Santos, comandante do destacamento da cidade.

Na noite da quinta-feira (11), a vítima foi a diarista Mykaella Ruanna Pereira Fagundes, de 21 anos. Ela foi morta a tiros em frente a uma academia no bairro das Rocas, na Zona Leste de Natal. A Polícia Militar informou que ela estava conversando com uma amiga quando foi baleada na cabeça. O ex-namorado dela, que é presidiário, é suspeito de ser o mandante do crime. Segundo a PM, um carro prata se aproximou e um homem que estava no banco do passageiro atirou. A amiga não foi atingida. A mãe da jovem contou que a filha havia terminado recentemente com o namorado. O detento teria ligado para Mykaella para avisar que um amigo a procuraria para entregar um dinheiro para o filho do casal, que tem 3 anos. Na hora marcada do encontro, ela foi morta.
O último caso foi o da dona de casa Franciscris Silva Fernandes, de 24 anos, que foi esfaqueada pelo próprio companheiro. O crime aconteceu sábado (13), no bairro Planalto 13 de Maio, na cidade de Mossoró. A mulher foi levada para o Hospital Regional Tarcísio Maia e submetida a uma cirurgia, mas não resistiu ao ferimento e faleceu na madrugada do domingo. O caso foi registrado na Delegacia de Plantão da cidade como violência doméstica seguida de morte. O suspeito fugiu.

Feminicídio
De acordo com o professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), Thadeu Brandão, coordenador de um grupo de pesquisas sobre mortes violências no RN, o feminicídio é o último estágio de uma rotina de violência vivida pelas mulheres.
“(Quando ocorre o feminicídio, as vítimas) Já sofreram violência simbólica, assédio moral, violência econômica, humilhações e violência física. Até mesmo estupro pelos próprios companheiros”, diz o professor.
Um levantamento do Observatório da Violência do RN, aponta que 61 mulheres já foram assassinadas em 2016 vítimas de violência doméstica no estado. De acordo com Brandão, os dados apontam um perfil no qual os casos são mais frequentes.

“São mulheres jovens, de 18 a 35 anos em sua maioria, mulheres pardas e negras, moradoras de periferia, mulheres sem trabalho remuneratório, portanto sem renda fixa”, detalhou.


G1
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