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Com celas quebradas em rebelião, direção tenta isolar presos em Caicó RN.


O diretor da Penitenciária Estadual do Seridó, o Pereirão, em Caicó, no Rio Grande do Norte, disse que os agentes penitenciários da unidade estão isolando os presos nas áreas que não foram danificadas para que sejam feitos reparos nas celas que foram quebradas durante a rebelião na noite desta quarta-feira (18). De acordo com Ubirajara Araújo, mais conhecido como Bira, um preso foi assassinado por outros detentos e cinco ficaram feridos.

Ele informou que o Pereirão tinha presos apenas de uma facção criminosa fundada no Rio Grande do Norte. No entanto, os detentos acabaram descobrindo que alguns presos de outra facção rival estariam na unidade e então decidiram se rebelar como resposta ao que aconteceu em Alcaçuz no final de semana.
"Nem mesmo nós sabíamos dessa informação de que tinha presos do PCC aqui. No entanto, houve essa rebelião ontem nos pavilhões A, B, C e D e os detentos que se dizem do Sindicato do RN tentaram pegar esses outros que seriam da facção rival", comentou o diretor.

Durante a rebelião, colchões foram queimados, grades quebradas e os presos subiram no telhado dos pavilhões, quebrando também telhas. Ubirajara Araújo informou que o preso morto foi identificado como Matheus Murilo da Silva, de 20 anos. Ele era natural de Currais Novos e cumpria pena em Caicó por tentativa de homicídio.
Além do detento morto e dos cinco feridos, outros dois passaram mal durante a rebelião e tiveram que ser socorridos. "Desde a manhã desta quinta-feira a situação está tranquila, mas estamos fazendo a reorganização dos presos até que as celas danificadas sejam reparadas".

Crise
O Pereirão é a segunda penitenciária do Rio Grande do Norte a se rebelar desde o massacre ocorrido na Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, quando 26 presos morreram nas mãos de integrantes de uma facção criminosa.
Em Caicó, a rebelião teve início na noite da quarta-feira (18). Um detento morreu e cinco ficaram feridos. De acordo com a Coordenadoria de Administração Penitenciária do estado (Coape), a situação foi controlada por volta das 22h10.

Segundo Zemilton Silva, diretor da Coape, os presos do Pavilhão B quebraram um portão, entraram em uma área onde antigamente funcionava a cozinha da unidade e quebraram tudo. Guariteiros atiraram para conter maiores ações.
Os presos ainda atearam fogo em objetos e estão no teto da unidade empunhando bandeiras. Há muito fogo. O carro do Corpo de Bombeiros precisou reabastecer.
O Pereirão tem capacidade para 257 homens; havia em dezembro 297. A capacidade para mulheres é de 56; há 53. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).



G1

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