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Transposição e rodovias possibilitam novos horizontes para economia da Paraíba.

Radomécio Leite
Com a Transposição garantindo segurança hídrica, os 223 municípios integrados à malha viária e a BR 230 que será duplicada em toda sua extensão, pode-se dizer que há um cenário de desenvolvimento se desenhando na velha e confrangida Paraíba?

Pode, mas ainda não é questão consolidada. A Paraíba para inserir-se num cenário de desenvolvimento precisa solucionar questões básicas e pontuais, como o abastecimento de água, saneamento básico, segurança alimentar, segurança pública - e isso só se resolve com a soma de ações de coalizão com os governos e sociedade.

A Paraíba não se resume geograficamente da Ponta dos Seixas à Praça do Meio do Mundo. Existe uma Paraíba muito pobre lá em baixo, de baixo IDH, com elevada população vulnerável às doenças parasitológicas, que não consegue chegar ao ensino de superior e termina buscando o corte de cana nos canaviais paulistas.

É preciso (com realismo) gerar oferta de oportunidades a partir dos potenciais existentes, a citar, através do polo têxtil do Vale do Piancó, das redes de São Bento, do pescado de Coremas, do minério do Curimataú, dos aviários da Guaraves no Brejo. Ou se parte para um ciclo arrojado a fim de prover uma economia forte ou haveremos de seguir nas agruras da base da pirâmide social.

Mas lembrando: a economia não se satisfaz com o que vem dos palanques. É necessário conhecimento e determinação para que haja resultados.



Radomécio Leite/Wscom

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