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“É preciso mudar o PT”, afirma Anísio Maia.


No próximo domingo, dia 9, o Partido dos Trabalhadores (PT) realizará o Processo de Eleições Diretas (PED), que elegerá as direções municipais e os delegados e delegadas para o Congresso Estadual. Na Paraíba serão ao todo 126 cidades participando do processo. Para o deputado estadual Anísio Maia, líder do partido na Assembleia Legislativa, o PT dá exemplo de democracia interna para os demais partidos do país.

“O PT não tem dono. É um dos poucos partidos com democracia interna. Quem tem medo da lista partidária, observe como construímos nossas direções. O problema é que em outros  partidos existem caciques ao invés de democracia. Como seria bom que todos os partidos fizessem igual ao PT. Só na Paraíba serão seis chapas estaduais, enquanto em outros partidos a chapa única fica no bolso do coronel”, afirmou.

No entanto, para o parlamentar os petistas têm diante de si duas opções nestas eleições internas: “De um lado temos um grupo político majoritário que é responsável pela má condução do partido nos últimos anos, nos levando à maior crise de nossa história. Agem como se nada tivessem acontecido e a única preocupação que têm é continuar com o controle da máquina partidária. De outro lado, encontram-se aqueles que, assim como eu, o deputado Luiz Couto e o deputado Frei Anastácio, querem mudar o PT”.

Anísio Maia acrescentou que o pior momento do partido já passou, e que “depois de tantos ataques e calúnias o povo está vendo quais os interesses daqueles que querem destruir o PT”: “O povo trabalhador sabe com quem pode contar. A rede Globo pode dizer o que quiser, o PT é o partido de referência da classe trabalhadora.”

“É claro que o Brasil de hoje é muito melhor que o Brasil de antes por conta dos governos do PT. Mas, também cometemos muitos erros: deveríamos ter sido mais eficientes no combate à corrupção e não deveríamos ter cedido à lógica neoliberal com um ajuste fiscal. Também nos afastamos das bases populares e ficamos muito presos aos gabinetes. Precisamos retomar a política cotidiana, pé no chão. Queremos reencontrar o velho PT combativo e de guerra,” afirmou.

O deputado fez um chamamento à militância do partido: “Não permitam que esta direção que está há muito tempo encastelada na burocracia, continue a frente de nosso partido. Mudar é fazer as autocríticas necessárias para seguir em frente.  Nós da chapa Muda Partido desejamos que todo o povo brasileiro acompanhe a eleição interna do PT, concluiu.



ascom

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