Câmara vai reajustar verba de gabinete dos deputados para R$ 75 mil.
A Câmara vai aumentar a verba de gabinete a que cada deputado tem direito a
partir do dia 1º de julho. A expectativa é que o recurso seja reajustado em 25%,
dos atuais R$ 60 mil mensais para R$ 75 mil. A verba de gabinete é destinada ao
pagamento exclusivamente dos salários dos funcionários contratados pelos
deputados sem concurso público. Os parlamentares podem contratar até 25
assessores para trabalhar em seus gabinetes ou em suas bases eleitorais. O
presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), não confirmou o valor do reajuste ao
anunciar, nesta terça-feira, 26, que o aumento será a partir do próximo
mês.
"Deem a manchete com letras garrafais: a Câmara vai conceder reajuste para os
servidores dos gabinetes. Já disse isso lá atrás", afirmou Maia. É antiga a
promessa do presidente da Câmara de aumentar a verba destinada ao pagamento de
funcionários dos gabinetes. Ele argumenta que esses assessores têm os salários
mais baixos e estão sem reajuste há quase cinco anos. Maia condicionava o
aumento à previsão orçamentária para isso.
"Já vi, inclusive, que a presidente Dilma (Rousseff), atendendo a um pedido
feito por nós, lá no final do ano passado, concedeu um crédito para folha de
pagamento de R$ 150 milhões para esse reajuste. Devemos conceder esse reajuste a
partir de 1º de julho", disse o presidente da Câmara. Atualmente, os salários
dos assessores de gabinete podem chegar a R$ 8.040,00, considerando as
gratificações. Sem elas, a maior remuneração é de R$ 4.020,00.
A Câmara tem em torno de 10.200 secretários parlamentares, como são
conhecidos os assessores de gabinete. Muitos deles prestam serviço para o
deputado nos Estados, sem a presença na Câmara. O reajuste vai engordar os
recursos dos parlamentares para o pagamento de seus assessores a três meses das
eleições municipais, quando muitos dos assessores são requisitados nas bases
eleitorais do parlamentar.
Além da verba para contratar assessores para os seus gabinetes, o parlamentar
tem direito a uma cota mensal para gastar com despesas de seus escritórios
políticos nos Estados, passagens aéreas, alimentação e demais gastos
considerados para o exercício do mandato. Os deputados e os senadores têm o
salário mensal de R$ 26,7 mil. Os parlamentares que não moram em apartamento
funcional recebem auxílio-moradia no valor de R$ 3 mil.
Fonte: Estadão


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