Para que o “Cartão Calamidade” não vire uma calamidade pior do que a seca.
O
Ministério da Integração Nacional, atendendo à reivindicação da Confederação
Nacional de Municípios (CNM), deverá repassar às prefeituras das cidades em
situação de emergência uma verba direta e específica para ações de
enfrentamento aos danos da estiagem.
O
chamado “Cartão Calamidade” garantirá aos prefeitos uma verba extra de R$ 400
mil a R$ 1,5 milhão – de acordo com a população, a extensão rural e o
coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – para ser utilizada
na contratação de carros-pipas, recuperação, perfuração e ampliação de
cisternas de abastecimentos, limpeza de barreiros e açudes e compra de ração
animal.
A
prestação de contas por parte das prefeituras seria imediata, mas isto só não
basta. O deputado estadual Anísio Maia (PT) apoia a reivindicação da CNM – da
qual é filiada a Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) –
mas acredita que “é preciso criar uma comissão de acompanhamento em cada
município, aos moldes do Comitê Estadual de Fiscalização das Ações de
Convivência com a Estiagem, criado pelo governador Ricardo Coutinho. Vamos enviar
uma moção à presidenta Dilma Rousseff sugerindo isto, para que o “Cartão
Calamidade” não vire também uma calamidade. Pior do que a própria seca é ver
desviados os recursos para combatê-la”, avalia o deputado.
Anísio
afirma ainda que isto não traz burocracia ao processo de liberação dos
recursos, uma vez que a comissão de acompanhamento seria formada por várias
entidades da sociedade civil, pelas Igrejas e também pelo poder legislativo. Ou
seja. “Por aqueles que estão diretamente interessados em resolver o problema e
que, de fato, representam a população mais necessitada”, nas palavras do
deputado.
Ascom


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