Governo cobra na Justiça gastos do SUS com tratamento de apostadores.
Ação foi protocolada contra
17 plataformas de apostas esportivas
A Advocacia-Geral da União
(AGU) anunciou nesta segunda-feira (28) que entrou na Justiça para cobrar os
gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento dos danos causados
pelos jogos on-line.
A ação civil pública foi
protocolada na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 plataformas de apostas
esportivas e pede a reparação mínima de R$ 1 bilhão em danos morais coletivos.
A AGU também requereu à
Justiça a restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia,
sintoma que é caracterizado pelo vício compulsivo em jogos.
O órgão citou que os gastos
do SUS são maiores que os valores arrecadados pelo governo com os impostos
pagos pelas bets, que repassariam cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.
"As empresas demandadas
privatizam proveitos expressivos decorrentes da captação financeira de milhões
de apostadores, enquanto transferem para o SUS e para toda a sociedade o custo
orçamentário decorrente do adoecimento coletivo", argumentou a AGU.
A advocacia do governo
também acrescentou que o modelo de negócio das plataformas é estruturado para
maximizar o tempo de engajamento e o volume de apostas, mecanismos que
favorecem o vício.
“Esses elementos,
tecnicamente equivalentes aos utilizados em jogos de azar com potencial
reconhecido de geração de dependência, produzem um efeito colateral
sistemático: o adoecimento psíquico de parcela significativa dos usuários, sob
a forma de ansiedade, quadros depressivos, transtorno do jogo e, em casos
extremos, ideação suicida associada ao endividamento”, completou.
Bets
Mais cedo, entidades que
representam as plataformas pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a
derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos
on-line.
Em seguida, a AGU pediu
prazo de 72 horas para se manifestar no processo, que será analisado pelo
ministro Luiz Fux.
Agência Brasil


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