Últimas Notícias

VIOLÊNCIA: Polícia revela detalhes de sequestro de bebê em abrigo no interior da Paraíba.


A investigação sobre a ação das mulheres presas no Agreste, acusadas de sequestrar duas crianças de um abrigo, está revelando uma história real, com contornos de teledramaturgia. De acordo com a polícia, uma das acusadas fingiu estar grávida de gêmeas e usaria as crianças para enganar o possível pai, que estranhava o fato de nunca ter visto as filhas. As outras três mulheres, inclusive uma funcionária do abrigo, deram suporte à ação da primeira, segundo a polícia.

O delegado Jorge Luís Almeida, responsável pelo caso, interrogou as acusadas. “Maria Verônica, conhecida por Vera, disse que teve uma relação com Ademir e falou pra ele que tinha tido gêmeas, mas que as meninas haviam tido complicações no coração e estavam se tratando em Recife. Para isso, ela pode ter usado falsa barriga. O homem tinha uma relação com outra mulher, com quem tinha dois filhos, o que pode tê-la influenciado no rapto”, disse.

A versão foi confirmada pela conselheira tutelar Adriana Alves. “Nem o Conselho nem a polícia sabem exatamente o que aconteceu. Aparentemente foi Vera, que queria as crianças para mentir para o marido. O Conselho Tutelar tomou conhecimento do caso e confirmou que as crianças não existiam”, disse.

Adriana Alves disse que “falta saber o que Vera prometeu às outras envolvidas para elas aceitarem participar. A cuidadora Joseane Porto, que trabalha há pouco mais de um mês no abrigo, teria cortado a energia do prédio para que as crianças pudessem ser passadas por cima do muro, sem problemas com a cerca elétrica. Isso teria ocorrido por volta das 2h30, quando só Joseane e outra funcionária estavam no abrigo. Apesar de as crianças terem os cabelos cortados, uma delas tingido, passaram por exame de corpo delito e voltaram ao abrigo”.

“Na verdade, parece uma novela. Por enquanto apuramos que Vera tinha prometido a Dayane que resgataria a filha dela do abrigo, caso ela a ajudasse. A motivação das outras estamos apurando”, disse o delegado.



Correio da Paraíba 

Nenhum comentário