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Presidente do PMDB desautoriza Salomão a falar pelo partido; Gadelha não se intimida.

O presidente estadual do PMDB na Paraíba, Antonio Souza da Silva, (foto) distribuiu uma nota, nesta quarta-feira (27), desautorizando Salomão Gadelha, ex-prefeito de Sousa, a falar em nome do partido durante entrevistas. Isto porque Salomão anunciou apoio ao candidato da oposição ao Governo, Ricardo Coutinho (PSB).

Na nota Antonio diz que “Salomão Gadelha pode ter opção pessoal por outro candidato, mas para isso terá que pedir desfiliação do PMDB. O nosso partido indicou para concorrer ao cargo de governador, nestas eleições, o cidadão e filiado José Targino Maranhão, homem honrado, probo e ficha limpa, com muitos serviços prestados à Paraíba durante sua administração à frente do Governo do Estado”.

Caso Salomão insista no apoio, Antonio advertiu “seremos obrigados a acionar o Conselho de Ética e Disciplina do Partido, para apurar seus atos contrários ao Estatuto e ao Código de Ética para, no caso, aplicar a punição cabível, que poderá chegar à expulsão do Partido”.

Por fim, Antonio Souza alerta que esse será o caminho adotado pela direção peemedebista contra todos aqueles que descumprirem o Estatuto, o Programa e o Código de Ética do PMDB. “O Partido escolheu mo candidato a governador em Convenção, num processo democrático, onde todos tiveram oportunidade de se manifestar. E o fizeram, à unanimidade, em favor da candidatura legítima de José Maranhão”.

Salomão Gadelha
Sobre a nota, Salomão Gadelha (foto) disse que Antonio Souza imagina estar vivendo no tempo da ditadura militar. “ Ele (Antonio) acha que pode eleger o governador dele por decreto, quando na verdade, hoje, se elege através do voto”, afirmou.

Falando sobre a desfiliação do partido, Salomão disse que esta opção está descartada e afirmou que vai apoiar “da forma mais escancarada possível o candidato de oposição. Estou pensando até em participar do comício de encerramento da campanha lá em Araruna”, explicou.

Salomão disse ainda que está pensando em levar o governador José Maranhão ao Conselho de Ética e Disciplina do Partido. “Não é possível que ele (José Maranhão) assuma publicamente o crime de irresponsabilidade fiscal. Mantendo a folha de pagamento de pessoal a níveis superior ao permitido por lei”, concluiu.

Da Redaçaõ com assessoria do PMDB

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