Adesão de 23 prefeitos consolidou a vitória de RC no 2º turno.
Vários são os fatores que contribuiram para a ampliação da vantagem de Ricardo Coutinho (PSB) sobre José Maranhão (PMDB) no segundo turno das eleições; no entanto, a adesão de prefeitos e deputados à candidatura socialista foi considerada essencial para o aumento da diferença e, consequentemente, para a vitória ser mais folgada. Das cidades em que os prefeitos aderiram, apenas Santa Rita não foi favorável a Ricardo.
No primeiro turno, o prefeito Marcos Odilon e o filho-deputado estadual Quinto de Santa Rita, ambos do PMDB, apoiaram a candidatura do atual governador, quando Maranhão obteve uma vitória no município por apenas 439 sufrágios. Foram 29.190 votos para Maranhão, e 28.751 para Ricardo.
Após o primeiro turno, Odilon e Quinto passaram a apoiar Ricardo. Resultado: a diferença pró-Maranhão pulou para 2.219 votos. JM obteve 32.186 sufrágios, enquanto RC conseguiu 29.909.No rastro das adesões, no entanto, em alguns municípios os prefeitos demostraram força. Em Esperança, por exemplo, o prefeito Nobson Almeida mudou de lado e deu uma verdadeira "guinada" no resultado do pleito no município. No primeiro turno, o governador eleito perdeu por 2.925 votos; no segundo turno, com a adesão de "Nobinho", Ricardo ganhou com 1.014.
Quem também demostrou muita força política foi o deputado estadual eleito Tião Gomes (PSL). Na cidade de Areia, no Brejo, onde já foi prefeito, Gomes "virou o jogo" para Ricardo, a quem aderiu no segundo turno, com uma diferença de 2.853 votos. No primeiro turno, Maranhão ganhou com 1.060 votos de maioria.
Em Poço Dantas, no Sertão, também dois resultados que chamaram a atenção: no dia 3 de outubro, Maranhão venceu com 1.447 votos de vantagem. No último domingo perdeu por 1.422, numa demonstração nítida da força do prefeito Itamar Moreira Fernandes (PMDB), que aderiu a Ricardo.
Nas 23 cidades onde os prefeitos aderiram, José Maranhão ganhou no primeiro turno com uma diferença de 22.761 votos. Obteve 81.718 sufrágios contra 58.761. No segundo turno,Ricardo venceu com uma vantagem de 7.995 votos. Ele somou 80.196 votos contra 72.201 dados a Maranhão. Além dos sufrágios em si, a mudança influenciou a adesão natural de eleitores em várias cidades do estado.
Fonte: Diario da Borborema


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