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Se Ricardo assumisse hoje teria oposição forte na AL; veja quadro:

Eleito, o primeiro desafio do novo governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB), a partir do dia 1º de janeiro de 2010, vai ser a construção das condições de governabilidade. A Assembleia Legislativa do Estado não lhe garante maioria para condução dos planos de governo e aprovação dos projetos, assim a gestão do socialista deve começar tensa.

Em entrevista na TV Cabo Branco no 2º turno, quando ainda era apenas candidato, Ricardo já afirmou que “governei João Pessoa por dois anos com minoria e não perdi absolutamente nenhum projeto. A Assembleia não será problema, ela é solução”. A coligação “Uma Nova Paraíba”, liderada pelo socialista, conseguiu eleger 16 deputados, os outros 20 integram a coligação “Paraíba Unida”, que lhe fará oposição.

A força de uma bancada favorável na Assembleia já ficou comprovada na última semana, quando a 5 dias do 2º turno, o governador licenciado José Maranhão (PMDB) conseguiu aprovar a “PEC 300”. A conta do aumento escalonado dos salários para policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários deve ser paga por Ricardo.

Mas no último domingo (31), depois de acompanhar o resultado das eleições em casa, com a família e alguns assessores, o candidato concedeu entrevista coletiva e disse que “pretende governar com responsabilidade, vou analisar as contas do Estado e trabalhar de acordo com o que a dotação orçamentário do próximo ano me permitir”.

O cenário de minoria na Assembleia Esse é provisório. Ele reflete a situação atual, no primeiro dia após o 2º turno e teria influência direta, caso o governador eleito fosse empossado hoje. É que, apesar de oficialmente coligados a um partido ou outro, alguns dos parlamentares estão “em cima do muro”, ou ainda não manisfestaram publicamente o seu apoio, apesar da orientação partidária.

Esse é o caso do deputado Toinho do Sopão (PTN), por exemplo, cujo partido integra a coligação “Uma Nova Paraíba”. Mas logo após ser eleito ele chegou a manifestar apoio ao atual governador José Maranhão (PMDB), contudo, foi a público para dizer que voltou atrás e desistia do apoio a Maranhão. O deputado João Gonçalves (PSDB) também pode ser considerado “em cima do muro”, apesar de ser oposição, na assembleia ele acompanhou formou grupo com políticos maranhistas.

Situação parecida vive o vice-governador Luciano Cartaxo (PT), que além de participar pouco da campanha peemedebista, rejeitou assumir o governo do Estado na última semana alegando que iria se dedicar à campanha de Dilma na Paraíba. Já o presidente da AL, deputado Ricardo Marcelo (PSDB) manifesta cumplicidade a Cássio Cunha Lima, mas não transferiu publicamente a simpatia para o socialista.

O Paraíba1 preparou uma lista com os deputados eleitos e o seu respectivo apoio ou não ao futuro governo Ricardo Coutinho, considerando as coligações oficiais entre os partidos:

Situação:

Adriano Galdino (PSB)
Antonio Mineral (PSDB)
Branco Mendes (DEM)
Dinaldo Wanderley (PSDB)
Edmilson Soares (PSB)
Eva Gouveia (PTN)
Gilma Germano (PPS)
Janduhy Carneiro (PPS)
João Henrique (DEM)
José Aldemir (DEM)
Léa Toscano (PSB)
Lindolfo Pires (DEM)
Manoel Ludgerio (PDT)
Ricardo Marcelo (PSDB)
Toinho do Sopão (PTN)
Tião Gomes (PSL)

Oposição:

André Gadelha (PMDB)
Arnaldo Monteiro (PSC)
Caio Roberto(PR)
Daniella Ribeiro (PP)
Francisca Motta (PMDB)
Frei Anastácio (PT)
Genival Matias (PT do B)
Gervasio Maia (PMDB)
Guilherme Almeida (PSC)
Trocolli Junior (PMDB)
Vituriano (PSC)
Doda de Tiao (PMDB)
Dr. Aníbal (PSL)
Wilson Braga (PMDB)
Olenka Maranhao (PMDB)
Luciano Cartaxo (PT)
Raniery Paulino (PMDB)
Batinga (PSC)
Anísio Maia (PT)
João Gonçalves (PSDB)

Fonte: Paraiba1

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