Governador apresenta projetos para combate à seca.
O governador Ricardo Coutinho entregou a ministra do Planejamento, Orçamento
e Gestão, Mirian Belchior, durante audiência nesta quinta-feira (10), os
projetos prioritários do Estado para reduzir os efeitos da seca que atinge o
semiárido paraibano. Os projetos de abastecimento de água, esgotamento sanitário
e sistemas de irrigação e barragens representam um investimento de mais de R$
500 milhões e serão analisados nos próximos dias pela presidente Dilma
Rousseff.
O governador Ricardo Coutinho, acompanhado dos secretários de Meio Ambiente e
Recursos Hídricos, João Azevedo, e do secretário executivo do PAC, Ricardo
Barbosa, apresentou à equipe ministerial nove projetos de abastecimento d’água
orçado em R$ 147 milhões; 39 projetos de esgotamento sanitário no valor de R$
300 milhões e outros R$ 54 milhões em sistemas de irrigação, barragens e a
recuperação de 45 açudes e barragens no semiárido paraibano.
A ministra Mirian Belchior destacou que o encontro possibilitou identificar
as obras prioritárias que possam ser feitas no prazo máximo de um ano e meio e
que foquem o combate à falta d’ água e à seca instalada no semiárido nordestino.
“Ainda não temos os recursos disponibilizados para esses projetos de médio
porte, mas as informações dos projetos prioritários apresentados pelos
governadores nos dão um panorama do que os Estados necessitam. Esperamos na
próxima semana estar com os dados consolidados de todos Estados nordestinos para
o encaminhamento da presidente Dilma Rousseff”.
Mirian destacou que esse encontro é um desdobramento da reunião entre a
presidente e os governadores, em Aracaju, onde foram discutidas questões mais
pontuais que estão em andamento, como distribuição de carros pipa, recuperação
de poços e instalação de cisternas.
O governador Ricardo Coutinho relatou a situação dos 170 municípios que estão
em situação de emergência na Paraíba e disse que essas propostas prioritárias
apresentadas pretendem criar as condições de convivência diante da seca já
instalada. Ele pediu agilidade na liberação dos recursos diante da grave
situação da população do semiárido que sofre com a falta de acesso à água e dos
agricultores que estão perdendo seus plantios.
Ele também solicitou apoio para 39 projetos de esgotamento sanitário para
evitar que as bacias receptoras da transposição do Rio São Francisco no eixo
leste recebam esgotos. “Se não conseguirmos realizar esgotamentos sanitários e
evitar que estes rios continuem recebendo esgotos, as águas do Rio São Francisco
chegariam na Paraíba sem condição adequada para consumo”, argumentou.
A reunião realizada no Ministério do Planejamento, na Esplanada dos
Ministérios, contou com as presenças do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro;
do secretário executivo do Ministério da Integração, Alexandre Navarro; da chefe
adjunta de Assuntos Federativos da Presidência, Francisca Carvalho; do assessor
especial da Casa Civil, Adauto Modesto e de técnicos do Ministério do
Desenvolvimento Agrário, Incra e Ministérios das Cidades.
Após a reunião com a ministra, o governador Ricardo Coutinho e assessores
participaram de uma reunião com a equipe técnica da Casa Civil, Ministério do
Desenvolvimento Agrário, Integração, Ministérios das Cidades e Incra para
agilizar a liberação dos recursos federais para questões emergenciais como
disponibilização dos carros pipa, instalação de cisternas, Bolsa Estiagem,
Garantia Safra, liberação de sementes e linhas de crédito para agricultores.
Dentro das ações emergenciais estão previstos para a Paraíba recursos do
Água para Todos, que direcionará R$ 32,8 milhões para criação de 270 sistemas
simplificados de água, e R$ 8,42 milhões para a construção de 206 barreiros.
Ainda dentro das ações estão 15 mil cisternas, o Bolsa Estiagem, o Garantia
Safra e crédito agrícola.
Ricardo Coutinho destacou a necessidade do Governo Federal dar celeridade nas
questões emergencias para que cheguem efetivamente para o homem do campo neste
período de estiagem. “Precisamos garantir o acesso à água, sementes e palmas aos
agricultores, porque se eles perderem isso os prejuízos serão enormes”,
finalizou.
Secom


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