GREVE SUSPENSA: Sinpuc vai à justiça para garantir direitos dos professores de Damião.
O
advogado Charles Dinoá explicou que o processo foi judicializado a partir de
agora e que os questionamentos da categoria serão apreciados pelo Poder
Judiciário. “Pelo menos agora tem um procedimento aberto. A partir desse
procedimento vai se averiguar quem está com a razão ou não”, disse.
Informações truncadas
A
greve dos professores foi interpretada pela gestão municipal como uma ação do
presidente do sindicato e não por uma convenção coletiva da categoria. Em
matéria do site da Prefeitura, Sebastião Santos é responsabilizado pela greve e
o número de professores que aderiram à paralisação é minimizado.
“Aproximadamente uma meia dúzia de professores juntamente com o presidente do
Sindicato, Sebastião dos Santos, rejeitam o reajuste salarial oferecido à
categoria”, diz a abertura da matéria.
“A
decisão de parar foi da categoria. Todas as escolas pararam”, corrige Tião
Santos. “Não posso decidir uma greve, não posso rejeitar nem aprovar uma
proposta. O que posso fazer é botar em votação. Quem decide é a categoria.
Tivemos a maior parte dos professores apoiando o movimento democrático e, a
maioria, rejeitou o reajuste dado pela administração”, completa.
Agressões
Além
da individualização e da criminalização do movimento no site da prefeitura, o
presidente do SINPUC ainda foi agredido por uma pessoa da Secretaria de
Administração do município. Comentários agressivos, acusando Tião Santos de
mentiroso, baderneiro, irresponsável e incentivador da desordem pública, foram
enviados para o Blog do sindicato pelo perfil oficial da Prefeitura na internet.
O
autor do comentário é a Prefeitura Municipal do Damião. O link do perfil leva a
outros três links. O primeiro é o do Portal Municipal. O segundo é o da
Secretaria de Administração. O terceiro enlace leva a uma foto do secretário de
administração, Francisco Ferreira.
O
secretário assinou matéria, após a decisão judicial, com informações erradas
sobre o movimento, a decisão do juiz Mário Lúcio Costa Araújo e sobre os
professores que tentaram negociar com ele. No texto de Ferreira, fica claro o
assédio moral para com os profissionais envolvidos na paralisação.
Medidas judiciais
O
assessor jurídico do SINPUC está estudando o caso. Em seguida vai oferecer
denúncia contra o agressor por calúnia, injúria ou difamação. A prefeita
Eleonora Soares e o secretário Francisco Ferreira são suspeitos da violência.
“Os
docentes e o sindicato não promoveram baderna, apenas exigiram direitos.
Criminalizar uma ação, quando se sabe que ela é democrática, intimidar uma
pessoa honrada com agressões verbais e descumprir a legislação federal, isso
sim é crime”, desabafa Tião Santos.
As
postagens e os links foram arquivados e servirão de provas para a ação
judicial.
Gestores negam
informações
Os
pedidos de informação do SINPUC em Damião, historicamente, são negados ou
enviados com demora e superficialidade.
O SINPUC quer analisar a folha de pagamento e avaliar os aumentos
indicados pelos gestores do município. O sindicato não teve acesso a dados
circunstanciados da folha e, o documento que indica os percentuais de aumento,
não é claro.
Avaliação
Tião
Santos avalia o movimento como positivo para os professores de Damião e afirma
que vai à justiça para garantir a legalidade no tratamento dado pela gestão aos
profissionais do magistério. “O impasse será resolvido logo em seguida com uma
demanda judicial. Como sindicato a gente fica muito tranquilo em saber que
existe recurso e que também a gente vai continuar a nossa luta”, concluiu.
Ascom/Sinpuc

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