PEDRA LAVRADA: Comunidade, Cagepa e MP discutem medidas para a falta d’água.
Foi realizada na manhã desta
quinta-feira 05/04, uma audiência pública para discutir um plano emergencial
para a falta d’água que acomete o município de Pedra Lavrada já há alguns dias.
Em algumas localidades do município já faz em torno de quinze dias que a água
não chega às casas. Em protesto, os populares se mobilizaram há cerca de duas
semanas atrás realizaram um protesto em busca de soluções para a falta de água
em Pedra Lavrada, a estrada que liga o município a Soledade foi fechada por
quase três dias, impedindo a passagem, foram liberadas apenas ambulâncias no
trecho.
A comunidade pode se expressar de forma
organizada. Dois técnicos da Cagepa estavam presentes na reunião e juntos ao
coordenador local, representantes do legislativo e executivo municipal e ainda
do Ministério Público discutiram além dos problemas, as saídas para resolver a
situação que já é considerada crítica e que requer medidas emergenciais.
De acordo com o gerente de controle
operacional da Cagepa Ronaldo Meneses, a adutora do Cariri que abastece Pedra
Lavrada e outras dez cidades, não tem capacidade de desenvolver a produção de
água e distribuição nas condições técnicas em que se encontra. E a situação
piora quando na detecção diária de furtos desta água e desvios para propriedades
de uso particular que hoje se encontra em situação severa. O técnico explicou
que Pedra Lavrada é dividida em seis setores de distribuição e que a adutora do
Cariri possui para essa região 14 travadores de distribuição de água para a
distribuição racionada e ou alternada.
Questionados pelo Promotor Dr. Alcides os
Técnicos da Cagepa se desdobraram para responder como acontece a distribuição
de água no município e se o município possui esses travadores e está dividido
em seis setores, como e porque a distribuição de água é deficiente no
município. A Cagepa argumenta que a capacidade de distribuição da adutora é inferior
ao crescimento populacional da cidade segundo os técnicos, desde a avaliação
inicial a cerca de seis anos atrás, muitas outras residências foram
construídas, seja da iniciativa municipal ou mista entre casas populares e
construções particulares.
A afirmativa dos técnicos da Cagepa em tese
afirma a falta de investimentos na adutora, o que promove um sério problema não
apenas para a população de Pedra Lavrada, como também para todas as outras
cidades que utilizam os serviços desta adutora. O Prefeito Tota, preocupado com
a situação atual, usou a tribuna e disparou: “É preciso que todas essas cidades
compartilhem deste problema e não apenas Pedra Lavrada ser penalizada, o
racionamento, ou a distribuição deve ser feita equivalente para todos os
municípios, a exigência mínima é que ao menos dois dias por semana a população
lavradense possa ter em suas torneiras água potável, água é um direito de todos
e esse direito deve ser respeitado, precisamos sair daqui hoje com medidas que
tragam uma luz para a comunidade, não entra no meu entendimento que uma adutora
tão precária, funcionando em condições mínimas, possa incluir em sua estrutura
mais uma via de distribuição de água, como é o caso de Sossego, a Cagepa
precisa tomar medidas e criar uma estratégia que soluciona, já que este
problema é muito antigo e a população já não aguenta mais”.
A promotoria sugeriu que a Cagepa entre em
acordo para a distribuição de no mínimo dois dias da semana e que esta
distribuição seja anteriormente avisada para que a comunidade se prepare para
encher os reservatórios de água, afirmou ainda que fosse estipulado um prazo
mínimo de trinta dias para que as mediadas fossem iniciadas, já que a Cagepa já
estava com esse prazo há bastante tempo e ainda não foram ofertadas soluções
objetivas e concretas.
Durante a reunião houve a participação da
comunidade e de representantes da sociedade organizada e as solicitações foram
todas em volta da mesma exclamativa “é injusto que apenas um município seja
penalizado com a falta d’água constante”. Durante a fala de alguns
participantes uma cidadã levantou a hipótese de que se não fosse resolvida a
questão da falta de água na cidade iria acontecer mais um protesto e que desta
vez não seriam apenas três dias e sim um mês com as entradas da cidade fechadas
pelo protesto. Logo em seguida o Promotor pediu a fala e foi enfático quando
afirmou que medidas como esta não seriam mais toleradas pelo Ministério
Público, pois a partir do momento que a rodovia era fechada em protesto ao
direito de acesso a água, outro direito estava sendo cassado, o direito de ir e
vir e isso é inadmissível.
Ao final da reunião, ficou acordado pela
Cagepa que estará sendo feito um levantamento de toda a extensão da adutora
aqui na região e será criado um plano emergencial para sanar o problema da
falta de água, a Cagepa tem no mínimo trinta dias para se manifestar sobre quais
medidas serão tomadas para solucionar de vez o problema da falta d’água em
Pedra Lavrada.
Fonte: vozdepedra.com

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