Prefeitos da Paraíba denunciam o comércio ilegal de água no interior e dizem que não aceitam Frentes de Emergência.
O presidente da Famup, Buba Germano, anunciou na manhã de ontem terça-feira (22)
que os prefeitos paraibanos não aceitam a instalação de “Frentes de Emergência”
como forma de amenizar os efeitos da seca este ano. A Famup reuniu os prefeitos
da Paraíba na sede do Sebrae para encontrar uma solução de
convivência com a seca.
Um dos maiores problemas dos municípios, atualmente,
é o comércio ilegal de água junto à população. Em Picuí, por exemplo, estão
vendendo água mineral à população por preços exorbitantes. “Isso é um crime, mas
o povo não tem outros caminho”, diz Buba.
Buba disse que a Famup defende
uma solução tripartite, onde o governo federal, governo estadual e os prefeitos
devem encontrar as soluções e fazer os investimentos. “Com relação a seca os
problemas dos municípios são diferentes e devem ter ações diferentes”, explica
Buba.
Segundo Buba Germano, existem municípios que não precisam de
carro-pipa para fazer o abastecimento das populações. Já outros necessitam de
abastecimento através de pipa. “Nós queremos limpeza de açudes, perfurações de
poços, etc”, avisa o presidente da Famup.
Os prefeitos que estiveram na
manhã desta terça-feira na Famup estão assustados com os problemas que a seca
deste ano vem causando. O maior problema, no entanto, é o do abastecimento
humano. “Muitas comunidades estão andando mais de 10 quilômetros para conseguir
água para beber”, disse o prefeito de Taperoá, Deoclécio Moura.
O governo
da Paraíba, segundo Buba Germano, quer apresentar até a próxima sexta-feira sua
proposta de convivência com a seca.
Clickpicui com Ascom/Famup

Nenhum comentário