SAÚDE: Açúcar pode salvar a vida de um diabético.
A hipoglicemia — queda de açúcar
no sangue — é um dos principais medos de quem tem diabetes. O quadro é mais
comum em pessoas com diabetes tipo 1 e se não tratado em tempo, pode
desencadear desmaios e até crise convulsiva. O endócrino-pediatra Dr. Luís Eduardo
Calliari, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo,
enumera os sinais que podem avisar a presença do quadro.
— A pessoa pode sentir tremor,
irritabilidade, tontura, sonolência, suor frio nas mãos, fome e dor de cabeça.
No caso de criança na escola, pode-se observar se ela está muito quieta nas
aulas e de cabeça baixa.
De acordo com o médico, a
hipoglicemia é causada por excesso de insulina, muitas horas em jejum ou
exercício físico não programado. A dona de casa Elisângela da Silva Cardoso
Paulino, de 38 anos, já passou por essa situação com a filha Stéfani da Silva
Paulino, 12 anos, portadora de diabetes tipo 1 desde os quatro. Não à toa, ela
adota algumas medidas preventivas.
— Procuro colocar sachês de mel,
refrigerante e açúcar na bolsa da Stéfani.
Além disso, minha filha sempre leva
o medidor de glicose para onde ela for.
Quando o paciente começa a sentir os
primeiros sinais de hipoglicemia é importante checar o valor da glicemia antes
de tomar qualquer atitude. Caso esteja abaixo de 70 mg/dl, a nutricionista
Kariane Krinas Bavison, da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), recomenda o
consumo de 15 g a 20 g de carboidratos, o que representa um copo de suco de
laranja ou refrigerante normal, três balas ou um sachê de glicose.
— Com o consumo do doce,
espera-se que a glicemia suba após 10 a 20 minutos. Passado esse tempo, é
importante monitorar a glicemia novamente para ter certeza de que houve o
aumento esperado.
Caso isso não aconteça, a
nutricionista Gisele Rossi Gouveia, também da SBD, orienta repetir o
procedimento até que a glicemia se estabilize.
— O paciente consome novamente 15
g a 20 g de carboidratos e espera-se que com essa suplementação o valor da
glicemia aumente em 50 mg/dl.
Em relação à alimentação dos
diabéticos, não deveria haver muita diferença na rotina de pessoas sem a
doença. A adoção de um cardápio saudável, rico em frutas e verduras e pobre em
gorduras e sal, deveria ser prioridade para qualquer cidadão, conforme reforça
o Dr. Calliari.
— Hábitos saudáveis previnem uma
série de doenças, por isso todos deveriam priorizar uma alimentação balanceada.
No caso dos diabéticos, vale deixar os alimentos que contêm açúcar fora do
cardápio e priorizar os produtos dietéticos, além das frutas, legumes, verduras
e alimentos ricos em fibras.
Fora isso, as nutricionistas
lembram a importância de fracionar as refeições para evitar períodos
prolongados em jejum, o que aumenta o risco de hipoglicemia. A recomendação
para o portador de diabetes, que também pode ser adotada pela população em
geral, é comer a cada três horas.
R7

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