Ministro das Cidades afirma que base de um país se faz com educação.
O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou nesta quarta-feira
(06/12), durante o XII Prêmio Denatran de Educação para o Trânsito, que a base
de um país se faz com educação. “Fiz questão de estar aqui hoje porque para nós,
e para a nossa presidenta Dilma Rousseff, a educação é fator o fator
preponderante na construção de um país desenvolvido. Não se faz um país
desenvolvido sem que haja educação”, afirmou.
O Prêmio Denatran busca incentivar a reflexão sobre o trânsito, com o
objetivo de contribuir para a adoção de comportamentos e hábitos que o tornem o
mais seguro, civilizado e humano. Foram premiados nesta edição estudantes da
pré-escola, ensinos fundamental, médio e de jovens e adultos, além de jovens e
adultos, educadores e profissionais de trânsito.
Para Aguinaldo Ribeiro, é preciso estimular as atuais gerações, para que no
futuro haja maior conscientização e avanços na área, que faz parte do dia-a-dia
do cidadão brasileiro.
“Não é só no nosso programa Parada: Pacto Nacional para Redução de Acidentes,
mas em qualquer diretriz que nós temos, não podemos avançar se não houver um
trabalho com a formação das nossas crianças. Eu aqui vou me valer de um trecho
da Bíblia que diz o seguinte: “ensina o teu filho desde cedo o caminho e ele
mais tarde não se desviará”. Isso quer dizer o seguinte: é nessa fase da
formação que as nossas crianças vão aprender, absorver, e no futuro vão nos
ensinar, ensinar ao país aquilo que receberam desde cedo”, disse o
ministro.
Aguinaldo Ribeiro observou que está na pauta de ações do Parada, criado em
2011 pelo Ministério das Cidades, a inclusão nos ensinos fundamental e ensino
médio de uma disciplina que trate de consciência no trânsito.
“Esse trabalho é importantíssimo porque vai modificar a postura, a cultura e
o comportamento do nosso país. Estamos falando de um trabalho de
conscientização. E é desde cedo que se começa. Somente assim teremos um trânsito
com mais responsabilidade e gentileza”, destacou.
O diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito, Julio Arcoverde,
informou que neste ano foram quase 8.000 inscritos no concurso, com trabalhos
enviados de todo país, a maioria de estudantes do ensino fundamental, dos cinco
primeiros anos. “Isso mostra que o tema está sendo abordado desde cedo pelos
professores em sala de aula”, disse.
Arcoverde pediu para que professores e professoras continuem incentivando
seus alunos a desenvolveram projetos. “É importante que todos dediquem a devida
atenção ao tema e que atuem ativamente na transformação do trânsito brasileiro.
Como pedestres e como condutores, somos agentes. Se cada um de nós fizer uma
pequena parte do trabalho, tenho certeza que alcançaremos as metas propostas
pela Organização das nações Unidas e, consequentemente, será possível obter um
trânsito mais seguro para nós e nossas famílias”, ressaltou.
Já a coordenadora de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Denatran,
Cristina Hoffman, setor que gerencia as atividades do Prêmio Denatran, afirmou
que é papel da escola criar condições que possibilitam aos alunos a manifestação
de opiniões e a reflexão. “Isso leva os alunos a compreenderem a cidadania como
participação social e política. Este prêmio nos mostra que as escolas estão
possibilitando aos alunos e professores um espaço único para esta manifestação”,
observou.
Ela lamentou o fato dos acidentes de trânsito matarem a cada ano mais de um
milhão de pessoas no mundo, mas alertou que “a maioria dos acidentes de trânsito
poderia ser evitada se a população fosse orientada no sentido de mudar suas
atitudes”.
Prêmio
Os vencedores receberam quantias entre R$ 2,5 e R$ 10 mil. A prefeitura que
teve o maior número de participantes, que neste ano foi a de Guará (SP), recebeu
um troféu especial.
Neste ano, os temas foram “Um passeio pela minha cidade”; “Eu sou legal no
trânsito”; “Dê uma carona para a educação”; “No trânsito, gentileza gera
gentileza”; “Bebida e direção, tô fora”; “O trânsito que sonhamos” e “Educação
no Trânsito”.
Entre os vencedores, estavam Edjane Luna da Silva e Gilmara Pereira
Branquinho, que ganharam, respectivamente, o primeiro e segundo lugar na
categoria Cidadania, que inclui trabalho como poesias, jingles, paródias e
textos.
Edjane da Silva entregou ao ministro Aguinaldo Ribeiro, seu conterrâneo, uma
camiseta com os dizeres “Eu respeito a faixa de pedestre – Faça sua parte” e
informou que essa era a segunda vez que ela recebia o prêmio. “A cidade de
Guará, em São Paulo, que se cuide. Na próxima edição será a nossa cidade que
vencerá pelo número de inscritos”, brincou ela que fez uma paródia com a famosa
música de Gonzaguinha, intitulada “É”.
Fonte: assessoria

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