Prefeitos querem acordo com Dilma para renegociação de dívidas com INSS.
A presidenta Dilma Rousseff se reunirá na próxima semana com os mais de 5 mil
prefeitos – 1.510 deles reeleitos, em um evento aguardado com alta expectativa
por um pacote de bondades para os Executivos municipais. Embora no Planalto a
ordem seja minimizar a questão política – Dilma quer um evento técnico -,
ministros têm se reunido com a presidenta para definir a lista de
agrados.
O principal deles pode ser o remodelamento da dívida dos
municípios com a Previdência Social. No total, os débitos de 4.900 cidades com o
INSS chegam a R$ 33,6 bilhões. A União tem também sua própria dívida com as
cidades, decorrente de repasses para a Previdência. O presidente da Confederação
Nacional dos Municípios (CMN), Paulo Ziulkoski, diz estimar essa conta em mais
R$ 30 bilhões. Ou seja, estaria em jogo no encontro da presidenta com os
prefeitos um total de R$ 63,6 bilhões em débitos com o INSS
“Queremos que
haja um encontro dessas contas”, disse ao iG o presidente da Confederação
Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
O impasse está sendo
avaliado pelo Ministério da Fazenda. As contas estão sendo refeitas para que
seja proposta uma solução amistosa por Dilma durante a abertura do encontro com
prefeitos na próxima segunda-feira (28), em Brasília.
O governo federal
editou a medida provisória 589 no ano passado para renegociar essa dívida. De
acordo com o arranjo proposto pelo Planalto, Estados e municípios teriam seus
débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reestruturado com um
desconto de 60% nas multas de mora, de 25% nos juros e de 100% nos encargos
legais.
O prazo de adesão à MP 589 vence em março, mas até agora
não se tem muita notícia sobre a quantas anda a aceitação da medida. Isto
porque, os municípios querem que a União pague a dívida dela e não apenas cobre
a deles. “Se a União deve, ela tem de pagar. Ela não pode apenas cobrar os
municípios sem fazer esse encontro de contas”, afirma Ziulkoski.
O modelo
de abatimento da dívida também é questionado pelos municípios, em especial os
180 com as maiores cotas no endividamento global de R$ 33,6 bilhões. O governo
federal sugere cobrar a dívida retendo parte dos repasses de recursos da União
por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de
Participação dos Estados (FPE).
Esses fundos, em alguns casos, são fontes
vitais de renda de muitas cidades e estados. A expectativa é de que Dilma
ofereça uma linha de crédito que não reduza a receita representada pelo FPE e o
FPM. O tema está em estudo na Fazenda.
Fonte: IG

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