Prefeituras investem na saúde menos de 15%.
Ao todo, 17 prefeituras da Paraíba investiram menos recursos na área de Saúde
do que prevê a legislação, no período entre 2008 e 2011. De acordo com a Emenda
Constitucional 29, os Estados e o Distrito Federal precisam investir 12% de sua
receita na Saúde, enquanto os municípios devem aplicar o mínimo de 15%.
Por descumprirem este percentual, os gestores municipais tiveram suas contas
reprovadas, ou seja, receberam do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no ano
passado, parecer contrário à aprovação.
De acordo com o presidente do TCE, Fábio Nogueira, o descumprimento do
percentual mínimo pode acarretar diferentes consequências. “Elas vão desde a
mais grave, que é o parecer contrário à prestação de contas e aplicação de
multas, até o não repasse de alguns recursos federais para aquele município”,
explicou. Para ele, os repasses abaixo do mínimo para ações e serviços públicos
de saúde são irregularidades insanáveis. “É muito grave”, frisou.
A irregularidade levou à desaprovação das contas relativas ao exercício de
2011 do ex-prefeito de Cacimba de Areia, Inácio Roberto de Lira (PMDB), a quem
foi imputado o débito de R$ 2.660.154,26. Naquele ano, Inácio investiu apenas
6,46% da Receita de Impostos e Transferências (RIT) para a Saúde.
Além dele, entre os casos listados pelo TCE, está o da prefeitura de Serra
Grande que, em 2009, sob a administração de João Bosco Cavalcante (DEM),
despendeu apenas 5,42% do orçamento para aplicações em ações e serviços públicos
de saúde. Não satisfeita, no ano seguinte, a gestão falhou novamente com
repasses de 13,17% da RIT para a área.
Também relativo a estes dois exercícios, o ex-prefeito de Santa Inês
Adjefferson Kleber (DEM) teve as contas reprovadas por descuidar dos recursos
com saúde e aplicar 14,05% em 2009 e 11,43% em 2010.
Segundo levantamento do TCE, outros 14 municípios aplicaram menos do que o
percentual mínimo: Carrapateira (exercício de 2009), Tavares (2009), Santa Rita
(2009), Coremas (2010), Aroeiras (2010), Catingueira (2010), Gurjão (2010), Bom
Jesus (2010), Soledade (2008), São Bentinho (2010), Fagundes (2010), Puxinanã
(2010), Tenório (2009) e Cruz do Espírito Santo (2009) – estes dois últimos sem
acórdão publicado.
JP Online

MINHA GENTE AQUI NO CEARA AINDA NÃO SE FALOU EM SAÚDE E SÓ DESMONTE DA MESMA EM VARIOS MUNOCIPIOS DO ESTADO ETA;
ResponderExcluir