Servidores do Fisco não aceitam bolsa desempenho.
Foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (25) um decreto
do governador Ricardo Coutinho (PSB) concedendo uma bolsa de desempenho para os
auditores fiscais da Receita estadual. Com a bolsa, os servidores vão receber um
adicional no salário quando alcançarem metas de arrecadação institucional do
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e individual de
desempenho funcional. O Sindifisco contesta o novo benefício e diz que ele seria
inconstitucional.
Chamado de Bolsa de Desempenho Fiscal, o benefício só será pago aos
servidores que estão em efetivo exercício. De acordo com o decreto, a bolsa
corresponderá até 100% do valor do subsídio recebido pelos auditores fiscais e
será pago em três parcelas nos meses de maio, setembro e janeiro de cada
exercício.
De acordo com o presidente do Sindifisco, Victor Hugo, a categoria não foi
chamada pelo Governo do Estado para discutir a implantação da bolsa. “Veio de
cima para baixo, de forma autoritária. Mais uma vez nós não fomos chamados para
dialogar”, disse o dirigente sindical. Ele afirmou que na assembleia realizada
na última sexta-feira (18) os servidores já haviam decidido que não aceitariam o
pagamento da bolsa. “Não vamos aceitar nenhum tipo de gratificação, prêmio,
bolsa ou seja lá o que for. Ou reajusta o subsídio, ou não coloca nada fora
dessa rubrica”, pontuou Victor Hugo defendendo que o pagamento seria
inconstitucional.
Victor disse ainda que a bolsa seria uma contradição do Governo do Estado.
Segundo ele, a administração estadual está contestando judicialmente o pagamento
da Lei do Subsídio porque ela atrela o reajuste salarial à arrecadação e o
decreto faz exatamente a mesma coisa.
Para o secretário da Receita, Marialvo Laureano, as contestações do
Sindifisco sobre a inconstitucionalidade da bolsa não têm fundamento.
“Entendemos que isso não procede. Temos estudos que apontam a base legal para o
pagamento. O Governo está reconhecendo o valor dos auditores. É um prêmio para
os servidores”, afirmou .
O presidente do Sindifisco disse que a entidade vai buscar conversar com o
Governo do Estado sobre a bolsa e também sobre o reajuste de 5% anunciado na
semana passada e que ficou abaixo da expectativa da categoria. Uma paralisação
de advertência de 24h está marcada para acontecer na próximo dia 31 e segundo
Victor Hugo caso não haja avanço nas discussões é forte a possibilidade dos
auditores entrarem em greve.
JP Online


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