Carlos Dunga quer agilizar diplomação no TRE-PB.
Os suplentes da coligação PTB/PP Carlos Dunga e Osvaldo Venâncio (Bado)
estiveram ontem no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para agilizar os
procedimentos com vistas à retotalização dos votos das eleições de 2010, que
trará modificações na composição na Assembleia Legislativa da Paraíba
(ALPB).
As mudanças decorrem de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que
deferiu o registro da candidatura de Oswaldo Venâncio, o Bado. O acórdão dessa
decisão foi publicado ontem no Diário eletrônico no TSE. A partir de agora
caberá ao TRE computar os votos de Bado como válidos, fato que alterará o
resultado do pleito de 2010.
Com isso, assume na ALPB o suplente Carlos Dunga, que obteve mais votos que
Bado. No entanto, Bado passará à condição de primeiro suplente da coligação
PTB/PP. O maior prejudicado com essa situação é o deputado Genival Matias (PT do
B), que perde o mandato na ALPB.
“Eu estou assumindo o meu cargo, um cargo que o povo me deu dois anos atrás”,
disse Carlos Dunga, que aguarda receber o diploma de deputado para assumir de
vez o mandato na Casa.
Indagado como será seu posicionamento político, ele disse que primeiro vai
conversar, tanto com a situação como com a oposição.
“A minha posição é de lutar pelos interesses da Paraíba”, afirmou.
O
comunicado oficial do TSE ainda não foi expedido ao TRE. Por isso que ontem Bado
e Carlos Dunga foram ao TRE protocolizar um pedido para agilizar a diplomação
dos dois. O presidente do tribunal, desembargador Marcos Cavalcanti,
encontrava-se em viagem a Brasília e o vice-presidente, desembargador Saulo
Benevides, estava dando expediente no Tribunal de Justiça.
O deputado Genival Matias condenou a postura de Carlos Dunga de cobrar
celeridade na tramitação do processo. “Eu estou vendo ele com muita sede. Ele
tem que esperar a comunicação do TSE e não levar o acórdão para obrigar o TRE a
fazer a diplomação”, criticou.
O parlamentar disse que não teme perder o mandato e garantiu que vai recorrer
até as últimas instâncias para permanecer na Assembleia.
JP Online


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