PICUÍ: Vereadores situacionistas não falam a “mesma língua” na apresentação de matérias.
Na ultima segunda feira, assim
como outros Picuienses, fui a Câmara Municipal assistir a sessão ordinária
daquela “Casa Legislativa”. O tema livre da sessão foi bem light, os
oposicionistas cobrando os benefícios para a nossa população e os
situacionistas já agradecendo pela realização de alguns pedidos dos mesmos.
Agora o detalhe que me chamou a
atenção foi que existe certa falta de entendimento entre os vereadores da base
aliada.
A construção de uma UPA está
prometida para o Bairro Limeira. Segundo o vereador Reginaldo, o mesmo soube
que o engenheiro não achou o terreno ideal, pois apresenta certo desnível;
imediatamente o parlamentar apresentou um requerimento pedindo o benefício para
o Bairro São José, pois viu que o terreno é bem mais adequado. A matéria foi
aprovada por unanimidade. Na sessão passada o vereador INAIÊ, que votou
favorável ao requerimento de Reginaldo, voltou atrás e apresentou um
requerimento pedindo que UPA seja construída mesmo no Limeira.
No meu ponto de vista, o prefeito
Acácio ficou numa certa saia justa, pois no Bairro que a UPA for edificada a
comunidade do outro vai cobrar do prefeito o cumprimento do requerimento do
vereador, representante do Bairro, que foi aprovado na Câmara.
O importante é que o benefício
seja realizado e logo venha servir a nossa comunidade. Mas onde sera?
Outro detalhe que despertou minha
atenção foi o projeto de municipalização do transito apresentado pelo vereador
Aldemir Macedo que segundo o vereador Vidal, ao discutir o projeto, o mesmo estranhou
a atitude do vereador Aldemir, pois segundo ele, ficou combinado que a matéria
seria em nome da bancada aliada e não individual, mas mesmo questionado, o
vereador Aldemir “engrossou o pescoço, bateu o pé” e ponderou: se for pra sair
em nome da bancada, todas as matérias apresentadas, como relógio de pedra entre
outras, terão que ser em nome da bancada; (Silencio no plenário).
A bancada aliada silenciou e o projeto
foi para votação sendo aprovado por unanimidade e o vereador Aldemir Macedo assumiu
de fato e de direito a “paternidade” da matéria.
Ainda durante a discussão do
projeto, antes de sua aprovação, o vereador Aldemir Macedo com a experiência
politica que tem quase que não concede a palavra ao vereador Olivânio que pediu
pela ordem, mesmo com a intervenção do presidente da casa Ataíde Xavier,
Aldemir “peitou” a presidência dizendo que estava com a palavra e iria concluir
seu raciocínio. O presidente então disse que estava presidindo os trabalhos e fazendo
valer a autonomia que tem concedeu a palavra ao vereador Olivanio.
Parece-me, que apesar de uma
aparente união politica entre eles, a bancada aliada do prefeito não se entende
na hora da divisão de alguns benefícios, dados como certos pelo chefe do Poder
Executivo Municipal.
Outro detalhe é que até a segunda
feira passada, o prefeito Acácio ainda não tinha indicado seu líder na Câmara. Com
a indicação dessa liderança, talvez o mesmo possa trabalhar como “bombeiro” e
apagar o fogo desse, ou daquele “companheiro” que não está falando a mesma “língua
na bancada situacionista”.
Na próxima semana tem mais, até
segunda feira se deus quiser.
Francisco Araújo


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