IFPB: Campus Picuí aposta em Energia Solar para dessalinizar água usada nos Laboratórios.
De forma simples, econômica e
prática, o Campus Picuí vem utilizando uma Tecnologia Social para
dessalinizar/destilar a água utilizada nos laboratórios que atendem o ensino
médio, técnico, superior, pesquisa e extensão.
É imprescindível o uso de destiladores para
purificar a água utilizada nos laboratórios. Entretanto a grande salinidade
encontrada na água distribuída no município de Picuí interferiu no processo de
destilação, pois a resistência do Destilador Elétrico não suportou a forte
presença de Sulfatos, Bicarbonatos, Cálcio e Magnésio, gerando incrustação no
sistema.
Diante da situação, uma opção
sustentável surge como promissora Fonte Alternativa de Energia para o
desenvolvimento do Campus: ENERGIA SOLAR. Aliando conceitos de separação de
misturas com fenômenos do cotidiano como evaporação e condensação em um sistema
fechado, foi desenvolvido um Destilador Solar para Destilar/Dessalinizar a água
usada nas análises laboratoriais.
Estima-se que um destilador convencional, além
dos gastos com energia elétrica para produção de água destilada, em 10 segundos
de funcionamento é descartado mais de 1 litro de água e durante todo o dia
cerca de 10.000 litros são desperdiçados, algo inaceitável em uma região
Semiárida muito susceptível à Seca na qual está localizado o Campus.
O Primeiro ponto a se destacar sobre o
Destilador Solar é o valor do equipamento, em torno de 150 reais, muito
distante do valor de um destilador comercial. A eficiência do
Destilador/Dessalinizador Solar implantado tem aproveitamento total da água
abastecida, com excelente rendimento e sem desperdícios, favorecido pela alta
incidência solar durante a maior parte do ano na região de Picuí.
"No momento o destilador tem
uma produção diária de 2 Litros de água pura por dia, podendo ser aprimorado,
pois trata-se de um protótipo que está em fase de teste, porém apresentando
excelentes resultados’’, afirma André Luiz um dos idealizadores do Projeto.
Para confirmar a eficácia do sistema, foi
realizada uma análise de condutividade elétrica antes e depois do processo,
verificando uma redução brusca na condutividade, de 3.300 µS/ cm para 16,72 µS/
cm, indicando a retirada dos sais presentes.
"A perspectiva é aperfeiçoar
essa Tecnologia Social com a colaboração de alunos, técnicos e professores para
expandir a ideia produzindo um Destilador Solar com maior capacidade, para
suprir as necessidades do Campus e principalmente utilizá-lo como ferramenta de
combate às adversidades do Semiárido, associando a tecnologia a poços que
apresentarem água com grande presença de sais. Isso irá proporcionar qualidade
de vida, economia e segurança hídrica às comunidades’’, completa André Luiz.
ClickPicui com Ascom/IFPB

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