Buba se reúne com Ricardo Marcelo e prepara ato do próximo dia 13 na Assembleia.
O presidente da Famup, Buba Germano, e o presidente da Assembleia Legislativa,
deputado Ricardo Marcelo, estiveram reunidos para discutir como será a sessão
especial a ser realizada na próxima segunda-feira (13), quando os prefeitos
farão ato em protesto à política adotada pelo governo federal em relação à seca.
Buba e Ricardo Marcelo acertaram que os prefeitos vão fechar as
prefeituras no próximo dia 13 e acamparão na sede do Poder Legislativo da
Paraíba. Os deputados estaduais foram convidados a apoiar os prefeitos nessa sua
nova luta.
“Estamos cobrando uma maior atenção do governo federal sobre a
questão da seca, que deixou um rastro de destruição sem comparação na história
do Nordeste”, diz Buba Germano.
Numa reunião em Maceió na semana
passada, os presidentes das entidades que congregam os municípios nordestinos se
reuniram e definiram a programação da manifestação no dia 13 e um ato em
Brasília, no dia 14, quando eles entregarão ao presidente do Senado e da Câmara
a Carta do Nordeste.
De acordo com a Carta, este ano mais de 1.400
Municípios nordestinos decretaram Situação de Emergência. Isso totaliza 22% das
cidades brasileiras. Quase 10 milhões de pessoas passam por problemas como a
falta de água, a perda do rebanho e o desemprego.
Se não bastassem os
prejuízos, na Carta do Nordeste, os municipalistas explicam que a baixa
arrecadação neste ano, principalmente do Fundo de Participação dos Municípios
(FPM), piora a situação.
CARTA DO NORDESTE
Os presidentes
das entidades municipalistas do Nordeste, diante do quadro duríssimo por que
passa a população nordestina – a qual enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos –
reconhecem as ações implementadas, até agora. Entretanto, lamentam a não
inclusão dos Municípios como agentes executores e demonstram sua insatisfação
diante da falta de respostas do governo federal a reivindicações já feitas e
que, se implementadas, já poderiam ter mudado a triste e cruel realidade de
quase 10 milhões de pessoas de forma direta.
Atualmente, mais de 1.400
Municípios de nove Estados já declararam situação de emergência em 2013,
representando 22% das cidades brasileiras.
O cenário de miséria, fome e
perdas na agropecuária continua inalterado, impactando negativamente em todo o
País, pressionando o índice inflacionário e provocando o desabastecimento de
produtos da cesta básica, mesmo com as chuvas ocasionais que têm caído em parte
no Nordeste.
Além dos prejuízos nas lavouras e nas criações, a demanda
assistencial tem aumentado sem contrapartida financeira. Pelo contrário, o Fundo
de Participação dos Municípios (FPM) já é menor que o do mesmo período de 2012,
em contraponto ao aumento constante dos compulsórios.
Os presidentes das
entidades reivindicam mais desburocratização, ações emergenciais e
estruturantes, em parceria com os Municípios, para que estes passem de meros
expectadores a agentes ativos desse processo e possam devolver, ao Nordeste e à
sua brava gente, opções de vida, trabalho e a oportunidade de contribuir com o
desenvolvimento da Nação.
Nas ações emergenciais, os Municípios
reivindicam:
– liberação imediata de recursos financeiros, correspondente
a, no mínimo, uma cota média do FPM de 2012, via cartão de pagamento da defesa
civil;
– liberação de recursos de todos os convênios e contratos de
repasse já celebrados entre o governo federal e os Municípios nordestinos e que
se encontram bloqueados e/ou inscritos em restos a pagar, desconsiderando a
inscrição no Cauc;
– suspensão imediata das execuções judiciais de
produtores;
– contratação de carro-pipa pelo Município com a
disponibilização de estação móvel de tratamento de água para cumprimento da
Portaria Interministerial no 1/2012/MI/MD
– perfuração, instalação e
recuperação de poços artesianos;
– compra de ração animal;
–
contratação de horas-máquina para desassoreamento, construção e ampliação de
açudes;
– representação dos Municípios na força nacional de
emergência/seca.
Nas ações estruturantes, implantação de uma política
pública de convivência com os efeitos da seca, priorizando:
– apreciação
dos planos de trabalho a serem apresentados pelos Municípios para ações hídricas
e de manutenção do rebanho;
– consignação permanente de recursos do
orçamento da União por Município, durante cinco anos, para ações de convivência
com a seca;
– criação de um programa federal para o cultivo de forragens
de forma estratégica para servir como reserva alimentar;
– destinação de
parte dos recursos do PAC/seca para que sejam contratados diretamente com os
Municípios.
Marcelo Beltrão
Presidente
Quitéria Mendes de
Jesus
Presidente UPB
Adriana Pinheiro Barbosa
Presidente
Aprece
Gilliano Fred Nascimento Cutrim
Presidente Famem
Rubéns
Germano Costa
Presidente Famup
José de Coimbra Patriota
Filho
Presidente Amupe
Arinaldo Antônio Leal
Presidente
APPM
Luiz Benes Leucádio
Presidente Femurn
Antônio da Fonseca
Dória
Presidente Amurces
Antônio Fernandes Rodrigues
Presidente
Fames
Fábio Henrique Santana
Associação dos Municípios da Barra do
Cotinguiba e Vale do Japaratuba
Aguifaildo Lira Dantas
Presidente
AMSSEC
ClickPicui com Ascom/Famup

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