Mais um capítulo ruim para TELEXFREE.
O
juiz Bráz Aristóteles dos Reis, de Vitória (ES), negou o pedido de
recuperação judicial da Ympactus
Comercial, que utiliza o nome fantasia de Telexfree e é acusada de formar uma
pirâmide financeira , de acordo com publicação do Tribunal de Justiça do
Espírito Santo (TJES). A pirâmide financeira, que é uma prática criminosa,
ocorre quando o organizador da empresa remunera seus antigos sócios com taxas
de adesão cobradas dos novos e não com o lucro do empreendimento.
O
juiz considerou que as duas empresas constituem o mesmo grupo de atividade
econômica, e que, portanto, não há possibilidade do fluxo de caixa viabilizar
eventual recuperação tendo como base a Lei de Falência e Recuperação de
Empresas.
A
Ympactus S. A anunciou na última sexta-feira, por meio de sua conta oficial no
Facebook, que entrou com pedido de recuperação judicial. De acordo com o
comunicado, a medida visava proteger os divulgadores e a empresa no País. A
recuperação judicial visa auxiliar as empresas que se encontram em dificuldades
financeiras a superarem a crise. Se tivesse sido deferida pela Justiça, a
medida suspenderia por 180 dias as cobranças de que a empresa é alvo. De acordo
com o advogado Raul Haidar, após este período a Telexfree poderia solicitar
descontos nas dívidas e um prolongamento no prazo do pagamento. Contudo, os
credores não são obrigados a aceitar o pedido.
Procurado,
o advogado da empresa não foi encontrado para confirmar o caso. Na página da
Telexfree no Facebook, consta que a empresa irá se manifestar sobre o processo
de recuperação judicial anda nesta terça-feira.
Entenda
A Justiça do Acre impediu a atividade da
TelexFree sob alegação de que a empresa praticava pirâmide financeira. No
início de julho, os advogados da empresa levaram o caso ao Superior Tribunal de
Justiça (STJ) na tentativa de derrubar a liminar, mas o STJ decidiu que ainda
falta esgotar a instância judicial local para que o STJ possa avaliar qualquer
medida urgente relativa ao caso.
A
empresa alega que a atividade não é "pirâmide financeira", mas sim
marketing de rede, fato que o STJ não pode avaliar no processo porque envolve
análise de circunstâncias factuais. De acordo com a medida cautelar pedida pela
empresa, a TelexFree atua desde 2012 e tem alto grau de satisfação entre
usuários e divulgadores. Para a empresa, a ação civil pública movida pelo
Ministério Público do Acre seria com base em "ocorrências isoladas"
registradas no Procon local. A medida cautelar impediria "grave dano",
como a quebra da empresa.
Segundo
o Ministério da Justiça, a empresa estaria ofendendo os princípios básicos do
Código de Defesa do Consumidor, como o dever de transparência e boa-fé nas
relações de consumo, além de veiculação de publicidade enganosa e abusiva. Caso
seja confirmada a violação aos direitos e garantias previstos no Código de
Defesa do Consumidor, a empresa poderá ser multada em cerca de R$ 6 milhões.
Terra

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