PT defende fim do voto secreto na eleição da Mesa; relator rejeita.
O
PT tentou acabar nesta terça-feira (3) com o voto secreto para a eleição da
Mesa Diretora, durante a votação do projeto (PRC 232/13) que adaptou o
Regimento Interno da Câmara dos Deputados ao voto aberto para cassação de
parlamentares (previsto na Emenda Constitucional 76). A proposta do PT, no
entanto, não teve apoio do relator, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), que
considerou a manobra inconstitucional.
Para
o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a Câmara poderia acabar com o voto secreto
para eleição da Mesa porque a Constituição não determina o voto fechado nesse
caso. O deputado Sibá Machado (PT-AC) também defendeu a proposta. “Queremos
voto aberto para tudo, transparência total”, disse.
Já
o líder do PR, deputado Anthony Garotinho (RJ), afirmou que o voto aberto na
eleição da Mesa aumentaria a pressão sobre os parlamentares. “Se houver voto aberto
para eleição da Mesa, vamos ter interferência externa. Não vamos ter, nunca
mais, eleição isenta para presidente da Câmara, tamanha a pressão que será
feita no Plenário”, disse.
Transparência
Vários
deputados defenderam o voto aberto para cassação, que já está em vigor. A
palavra de ordem no Plenário durante a discussão do texto foi “transparência”.
Para o deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), quem ocupa cargo público não pode ter
medo de assumir publicamente os seus posicionamentos. “Quem ocupa cargo público
tem de ter a transparência como meta”, disse.
Já
os deputados Glauber Braga (PSB-RJ) e o líder do SDD, Arthur Oliveira Maia
(BA), lembraram que as manifestações de junho cobraram dos representantes o fim
do voto secreto. “Nada mais natural se exigir uma votação aberta para que o
parlamentar possa, de maneira clara, mostrar as suas convicções”, disse Braga.
O
2º secretário da Mesa da Câmara, deputado Simão Sessim (PP-RJ), lembrou que a
Casa já tem processos disciplinares que deverão ser votados com a nova regra. É
o caso da perda do mandato do deputado afastado Natan Donadon (sem partido-RO),
que cumpre pena no presídio da Papuda e já teve o mandato preservado neste ano;
e o processo de suspensão de mandato do deputado Carlos Alberto Leréia
(PSDB-GO).
Agência
Câmara

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