ELEIÇÕES 2014: PSDB fará consulta após Carnaval e resultado só deve ser divulgado em 30 dias.
A
Executiva Estadual do PSDB na Paraíba decidiu, por unanimidade, realizar
consulta popular para definir se lança ou não candidatura própria ao Governo do
Estado este ano. Os dirigentes se reuniram por mais de duas horas e meia na manhã
desta segunda-feira (24) na sede do partido, em João Pessoa. Em entrevista
coletiva, o senador Cássio Cunha Lima disse que essa consulta deve levar
"de 20 a 30 dias" e que será iniciada logo após o Carnaval.
Outra
decisão ratificada pela Executiva Estadual do PSDB foi a de que os filiados
devem entregar os cargos de primeiro e segundo escalões que ocupam no Governo do
Estado. Segundo o senador, não se trata de rompimento político com o partido do
governador Ricardo Coutinho, mas um posicionamento ético do PSDB, para que a
legenda fique à vontade sobre a consulta.
Logo
após a reunião, sem a presença da imprensa e com acesso restrito apenas aos
integrantes da Executiva Estadual do PSDB, o senador Cássio Cunha Lima falou em
nome da legenda aos jornalistas. Ele relembrou que permaneceu calado após o
processo da cassação do seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e
não fez nenhum confronto com a gestão de José Maranhão (PMDB).
Segundo
ele, em 2010 a aliança com o PSB e com outras legendas, para que o PSDB
apoiasse o nome de Ricardo Coutinho ao Governo do Estado, foi feita sobre uma
carta-compromisso (de intenções). "Durante esses mais de três anos, não se
apontará um único gesto meu que não tenha sido de contribuição, para que o
governo tivesse os resultados desejados", disse. "Não fiz embate fora
de época. Cumpri minhas obrigações como senador, ao lado do senador Cícero
Lucena".
Cássio
afirmou que "chegou a hora de ouvir o povo da Paraíba, que é quem tem a soberania
do voto". Ele disse que, após o Carnaval, será apresentado um calendário
"não apenas à base partidária, mas também aos aliados e ao povo da
Paraíba".
Ele
disse que o PSDB teme como apurar essa decisão de diversas formas. "Quanto
mais os partidos estejam próximos da sociedade, mais eles têm capacidade de
apurar a representação do sentimento da maioria da sociedade. É isso que o PSDB
tem que fazer mais uma vez", comentou. "Não existe rompimento, mas
uma posição ética e clara de deixar os espaços no governo, para que o partido
fique à vontade".
Correio


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