Dono da Telexfree consegue liberdade condicional.
James Merrill, um dos fundadores da
Telexfree, obteve liberdade condicional nos Estados Unidos. O empresário terá
de usar pulseira eletrônica, não poderá sair de casa entre as 20h e as 8h e não
poderá manter contato com pessoas envolvidas no negócio – inclusive possíveis
vítimas.
O juiz Timothy S. Hillman, da Corte
do Distrito de Massachussetts, também impediu o empresário de deixar o Estado
de Massachussetts, onde ele reside, sem autorização judicial, e exigiu a
entrega do passaporte.
Merril havia sido detido em 9 de
maio, acusado pela promotoria de Massachussetts de conspiração para cometer
fraude eletrônica, em meio às investigações norte-americanas sobre a Telexfree.
Para a Securities and Exchange
Comission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), a Telexfree é uma
pirâmide financeira disfarçada de marketing multinível de telefonia VoIP que pode
ter movimentado cerca de US$ 1 bilhão em todo o mundo. No Brasil, o negócio
atraiu 1 milhão de pessoas.
A promotoria também pediu a prisão
do brasileiro Carlos Nataniel Wanzeler, o outro fundador da Telexfree, mas ele
deixou os EUA em direção ao Brasil antes, e é considerado foragido da Justiça
americana.
Merril e Wanzeler são acusados de
conspiração para cometer fraude eletrônica, crime que pode levar a 20 anos de
prisão.
Telexfree é "máquina de fazer
dinheiro" fraudulenta, diz SEC
Os dois empresários, que tinham
pequenas empresas de limpeza no Estado de Massachussetts, são acusados de
fazerem da Telexfree uma "máquina de fazer dinheiro" fraudulenta,
segundo a SEC.
Apenas em dezembro de 2013, quando a
empresa já era investigada nos EUA, Merrill recebeu R$ 7,3 milhões da Telexfree
e Wanzeler, R$ 10, 1 milhões.
Segundo os dados da SEC, o
faturamento da Telexfree depende do investimento feito por quem entra no
negócio – o chamado divulgador.
Entre agosto de 2012 e março de
2014, a empresa faturou R$ 2,9 milhões com a venda de pacotes de telefonia
VoIP, pouco mais de 1% dos R$ 2,5 bilhões que prometeu pagar aos seus
divulgadores.
IG

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