Mais encargos aos Municípios: aprovada na CCJ a PEC dos Procuradores Municipais.
Votações
importantes ocorreram nesta quarta-feira, 4 de junho, na Comissão de
Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado Federal. Entre elas a
aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 17/2012, que institui a
carreira do Procurador Municipal. A matéria tem posição contrária da
Confederação Nacional de Municípios (CNM). A entidade lamenta a aprovação, pois
o projeto trará uma série de encargos aos governos municipais.
A
votação a favor da PEC foi unânime. Alguns procuradores que acompanhavam a
sessão aplaudiram a decisão dos senadores da CCJ. Um grupo de prefeitos, por
outro lado, se mostrou preocupado com a nova exigência. “Agora temos mais uma
despesa. É preciso providenciar concurso. Sorte a minha que ainda estou dentro
do limite de pessoal. E quem não está?”, contou o prefeito de Patrocínio
Paulista (SP), Marcos Ferreira.
Além
de aprovada, a PEC, oriunda da Câmara dos Deputados, tramitará em regime de
urgência no Plenário da Casa. Antes da sessão, a CNM pediu ao relator, senador
Inácio Arruda (PCdoB-CE), que solicitasse a retirada de pauta da matéria. No
entanto, durante a sessão, o parlamentar pediu a “imediata votação”. Ele
defendeu: “o custo já existe para os Municípios, para o maior ou para o menor”.
Emenda
da CNM
Apesar
de defender a rejeição da proposta, a CNM ainda sugeriu uma emenda que
modificava a PEC em benefício dos pequenos Municípios. A emenda foi apresentada
pela senadora Ana Amélia (PP-RS). A intenção era evitar que todos os
Municípios, independentemente do tamanho, fossem obrigados a ter um procurador
municipal. O texto original é abrangente.
Mesmo
com a articulação da Confederação, a emenda foi rejeitada pela CCJ na semana
anterior, no dia 28 de maio. A sugestão da entidade era para que a PEC valesse
apenas para Municípios com mais de 100 mil habitantes.
Encargos
e custos
De
acordo com a CNM, 3.943 Municípios, ou 70% do total, têm menos de 20 mil
habitantes. “A maioria vive em situação de penúria, carente de recursos para
investir e sanar necessidades cruciais das populações”, ressalta o presidente
Paulo Ziulkoski.
A
PEC 17/2012 vai onerar financeiramente os Municípios. Além disso, não há
necessidade de procuradores em pequenas prefeituras. O salário dos procuradores
poderá ser maior até mesmo do que do prefeito, e isso deve gerar o pedido de
isonomia entre outros servidores.
Após
decisão da CCJ, a proposta segue para apreciação por parte de todos os
senadores, em Plenário.
Conheça detalhes da PEC 17/2012
CNM

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