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O BRASILEIRO É DIFERENTE! Coluna do Pr. Gomes Silva

A tão sonhada Copa do Mundo de Futebol no Brasil é real. Há 64 anos esperávamos por um momento como este e tão emocionante! Mesmo tendo reclamado e cobrado ultimamente seriedade das autoridades na construção e reformas dos estádios visando à competição, por conta da corrupção e superfaturamento das obras, os brasileiros foram às ruas para vibrar, gritar e mostrar para o mundo que nós somos diferentes quando o assunto é futebol.

O brasileiro é diferente porque sabe fazer do futebol uma arte no gramado capaz de emocionar até mesmo o mais rígido e incrédulo dos torcedores. E, às vezes, até dos adversários. Aqui se joga futebol com alegria, com ginga, cadência, habilidade e muito vigor físico e técnico. Perder faz parte do jogo. Disso todo mundo sabe. Contudo, mesmo nos momentos adversos dentro das quatro linhas, pode-se encontrar entusiasmo para incentivar os “artistas do espetáculo” ajudando-os a mudar a história de uma partida, como aconteceu na tarde e noite desta quinta-feira com os comandados de Felipe Scalari. 

O País está em festa, proporcionando alegria a mais de um bilhão de amantes do futebol espalhados por todos os continentes. Exagero? Não. Só aqui somos mais de duzentos milhões de fanáticos por esse esporte.

A abertura da competição foi sensacional. Algo nunca visto em outras ocasiões como esta. Tudo foi preparado com carinho e muito profissionalismo. O País chorou emocionado com quase tudo que fora apresentado: Diversidade da natureza, tradições regionais como dança do coco, capoeira, forró, a dança baiana, frevo, maracatu, xaxado e diversas modalidades esportivas levaram o público à “loucura” e às lágrimas.

 Não podemos esquecer o momento ímpar da abertura. O da execução do Hino Nacional antes do pontapé inicial. Foi de “cortar” o coração. Tocaram apenas a metade do hino, mas o público presente ao Itaquerão e os atletas continuaram cantando o mais belo de todos os hinos nacionais. O Brasil está de parabéns pelo exemplo que deu na cerimônia de abertura da maior competição esportiva do Mundo.

 Bola em jogo
As emoções do Hino Nacional foi apenas o prenúncio do que seria o jogo. Jogadores nervosos, torcedores muito mais diante de uma cena marcante: Três garotos, representando a pluralidade racial, soltando três pombos, conclamando a paz mundial. Começa o jogo. O torcedor sofre, sofre; e, num piscar de olhos, emergiram mais sofrimentos. O lateral Marcelo, por pura infelicidade, foi surpreendido pela velocidade da bola, que tocou em seu pé direito e acabou nas redes para a alegria momentânea dos croatas. O tempo passava e o coração batia mais forte, sobretudo, em duas ocasiões: Nas jogadas brasileiras que não davam certo pelo lado brasileiro e nos contra-ataques da equipe adversária. Ufa!

Acordada com o gol contra de Marcelo, a Seleção Brasileira despertou e passou a mandar no jogo, mesmo sem sucesso nas tentativas de jogadas ensaiadas e nos cruzamentos em direção à meta adversária. E, numa jogada, em que prevaleceu a garra e a determinação do meia Oscar, Neymar recebeu a bola e chutou fraco, com a perna esquerda e conseguiu igualar o placar. Quem estava no “Itaquerão” e em todo o Brasil (e no Mundo) soltou o gritou: É gol!!!  O pênalti duvidoso em Fred e convertido por Neymar, e a ponta da chuteira de Oscar, num chute de bico, porém certeiro, completando 3 a 1, aumentaram a confiança do torcedor no que diz respeito à conquista do título de campeão.

 O próximo adversário será o México em Fortaleza, cidade que sempre recebeu muito bem o escrete canarinho. É mais um teste para o coração, pois, teoricamente - na minha modesta opinião -, os mexicanos são mais perigosos do que foi a Croácia. Haja adrenalina!
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Gomes Silva é ex-editor de Esportes dos jornais Paraíba e Diário da Borborema, ambos de Campina Grande-PB.

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