Paraíba já soma R$ 2,1 bi em repasses do FPM.
Os 223 municípios da Paraíba já
receberam este ano R$ 2,1 bilhões referentes ao Fundo de Participação dos
Municípios (FPM). Esse valor, segundo dados da Confederação Nacional de
Municípios (CNM), corresponde aos repasses feitos até o segundo decêndio de
novembro, restando ainda a última parcela deste mês e os três repasses de
dezembro. No mesmo período do ano passado, o montante recebido foi de R$ 1,9
bilhão, o que representa um crescimento de 9,8% em relação aos valores do ano
passado.
Como o valor do FPM a ser recebido
por cada município é calculado, dentre outros fatores, com base no número de
habitantes estimado anualmente pelo IBGE, boa parte do dinheiro repassado pela
União fica nas mãos dos gestores das maiores cidades paraibanas. Desse total de
R$ 2,1 bilhões, R$ 273 milhões ficaram para o prefeito de João Pessoa, Luciano
Cartaxo (PT), já que as capitais são beneficiadas com uma fórmula de cálculo
diferenciada, o que garante um volume maior de dinheiro em comparação com as
cidades do interior.
Já o prefeito de Campina Grande,
Romero Rodrigues (PSDB), recebeu R$ 67,2 milhões, e Severino Alves (PR),
Netinho, de Santa Rita, R$ 33,6 milhões. Junto a esses dois gestores, os
municípios de Patos, Bayeux Cabedelo, Sousa, Sapé, Guarabira e Cajazeiras, que
integram o grupo dos 10 maiores do Estado, concentram 25,9% dos repasses do
FPM, percentual que corresponde a R$ 561,6 milhões do valor repassado pela
União até então.
Sobre o aumento dos repasses em
relação a 2013, o presidente da Federação das Associações de Municípios da
Paraíba (Famup), Tota Guedes, disse que o percentual ficou dentro do esperado,
levando em consideração as condições adversas da economia, mas pontuou que o
crescimento vem diminuindo ao longo dos anos.
“Antes as receitas cresciam acima de
10%, mas, com o decorrer do tempo, o percentual foi caindo e este ano
praticamente empatou com o ano passado”, afirmou Tota. Apesar disso, o
presidente da entidade destacou que aprovação no Congresso Nacional do reajuste
de 1% no valor do FPM ajudará a minimizar o problema. O reajuste será dividido
em duas etapas, sendo 0,5% em julho de 2015 e 0,5% em julho de 2016.
Estado
tem o 5º maior repasse
Conforme as estatísticas da CNM,
considerando o valor acumulado até o segundo decêndio de novembro, a Paraíba é
o quinto Estado do Nordeste em volume de repasses do FPM este ano. O que
embolsou o maior montante foi a Bahia, que recebeu R$ 6,1 bilhões, valor bem
maior que o recebido pelos Estados do Ceará e Pernambuco, segundo e terceiro no
ranking, respectivamente, com repasses na ordem de R$ 3,3 bilhões.
Em seguida, segundo a CNM, aparece o
Maranhão, que recebeu cerca de R$ 2,7 bilhões. Já atrás da Paraíba estão Piauí
(R$ 1,7 bilhão), Rio Grande do Norte (R$ 1,6 bilhão), Alagoas (R$ 1,5 bilhão) e
Sergipe (R$ 1 bilhão).
MAIS RECURSOS
Além dos repasses mensais, os
municípios brasileiros também receberão, junto com o primeiro decêndio de
dezembro, o valor referente a 1% do montante arrecadado pela União com o
Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Segundo estimativa da CNM, divulgada
na última sexta-feira, a Paraíba deverá receber R$ 112,1 milhões dos R$ 3,4
bilhões previstos para serem liberados pelo governo federal.
Estimativa
para próximo ano é de R$ 2,9 bilhões, diz Famup
Com a proximidade do final do ano, a
Famup também divulgou recentemente a previsão dos recursos do FPM que deverão
ser repassados aos municípios da Paraíba no próximo ano. A estimativa, segundo
a Federação, é da Secretaria do Tesouro Nacional, e indica que na divisão do
FPM os prefeitos paraibanos devem receber cerca de R$ 2,9 bilhões, de um total
de R$ 91,1 bilhões. Os valores fazem parte do projeto de Lei Orçamentária de
2015, mas sua concretização depende de quanto a economia crescerá no próximo
ano.
“Por enquanto, estamos falando de
uma previsão, que não sabemos se vai se concretizar. O que eu aconselho aos
prefeitos é que tenham cautela, pois as previsões dos economistas indicam que o
crescimento do país no próximo ano será muito pequeno. Então, se o país não
cresce, a tendência é que a arrecadação também não aumente”, advertiu o
presidente da Famup.
Segundo Tota Guedes, o ideal é que
os prefeitos enxuguem a máquina pública tanto quanto possível, já que, na visão
dele, as previsões para 2015 não são muito animadoras. “Este ano os prefeitos
enfrentaram a seca, a economia sofrida e, se não bastasse isso, em janeiro os
municípios já vão se deparar com o aumento do salário mínimo, que tem grande
impacto na folha”, observou o presidente, ao lembrar que o aumento da gasolina,
anunciado este ano, deve desencadear uma série de reajustes que também vão
impactar as contas das prefeituras. “A palavra de ordem é economizar, não
cometer nenhum exagero, pois não podemos achar que o ano vai ser de mil
maravilhas, pelo contrário, a previsão indica que será um ano difícil”, frisou.
JPOnline


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