Após onda de rebeliões em presídios, 89 detentos são transferidos em Natal RN.
Cerca
de 90 presos do Centro de Detenção Provisória da Ribeira, na Zona Leste de
Natal, foram transferidos na manhã desta terça-feira (17). O destino dos
detentos não foi revelado por uma questão de segurança. Ao longo do dia, outros
presidiários, em outras unidades, também serão removidos. As medidas, segundo a
Coordenadoria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte, são
necessárias em razão da série de rebeliões que vêm ocorrendo no sistema
penitenciário potiguar desde a semana passada.
Somente
nesta segunda-feira (16), ocorreram motins em quatro unidades prisionais.
Grades das celas foram arrancadas e colchões queimados. Em razão das rebeliões,
o governo do Estado decretou estado de calamidade no sistema penitenciário. A
Secretaria de Segurança Pública afirma que 'não vai negociar com preso'.
De
acordo com Leonardo Freire, coordenador da Coape, além do CDP da Ribeira,
também foram alvos de destruição a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia
Floresta; a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), em Parnamirim, o
Complexo Prisional João Chaves, o Presídio Provisório Professor Raimundo
Nonato, o Centro de Detenção Provisória (CDP) e o Centro de Detenção Provisória
de Potengi, ambas na Zona Norte da capital.
"Todas
as cadeias do Rio Grande do Norte vão derrubar as grades". O recado foi
dado pelos presos do sistema penitenciário potiguar em um vídeo gravado durante
a onda de rebeliões. Nas imagens, gravadas de dentro de unidades prisionais, os
detentos exigem a saída da diretora da Penitenciária Estadual de Alcaçuz,
Dinorá Simas. A penitenciária, localizada em Nísia Floresta, é a maior unidade
prisional do estado e apontada como foco do início dos motins.
Na
quarta (11), quinta-feira (12) e sexta-feira (13), detentos se rebelaram na
Penitenciária Estadual de Alcaçuz; no Presídio Provisório Professor Raimundo
Nonato e no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Zona Norte de Natal e na
Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).
Também
em decorrência dos motins, o Ministério Público do Rio Grande do Norte
instaurou inquérito civil para investigar a falta de vagas nos presídios do
estado. O inquérito vai apurar medidas usadas pelos órgãos públicos
responsáveis pela gestão do sistema penitenciário estadual. Segundo o MP, a
população carcerária no RN é de aproximadamente 7.650 pessoas, mas o Estado só
disponibiliza cerca de 4 mil vagas.
G1
RN


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