ATENÇÃO: Cade aprova compra da GVT pela Telefônica sob condições.
O
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira a
compra da GVT pelo Grupo Telefônica, que controla a Vivo no Brasil. Mas a
aprovação foi condicionada à assinatura de acordos para evitar prejuízo à
concorrência no setor de telefonia.
Na
operação, a Telefônica vai transferir para o Grupo Vivendi – que é o atual
proprietário da GVT – 8,3% da participação na Telecom Itália. O Cade também
aprovou a cisão da Telco, holding com participação na Telecom Itália, da qual a
Telefônica é acionista. Com isso, os outros 6,5% de participação que a
Telefônica possui na companhia italiana deverão ser vendidos em até quatro
meses.
O
Cade informou que, com o objetivo de reduzir os problemas concorrenciais
advindos da participação concomitante da Vivendi na Telefônica Brasil e na
Telecom Itália, a Vivendi também deverá vender, gradativamente, sua
participação na Telefônica Brasil. O órgão antitruste não informou o prazo em
que esse processo deverá ser concluído.
Pelos
acordos firmados pelo Cade, a GVT e a Telefônica deverão manter as ofertas e os
serviços atualmente disponibilizados pelas empresas. Por pelo menos três anos,
as duas empresas também não poderão reduzir a cobertura geográfica para os
serviços de telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura.
As
empresas também se comprometeram a manter, por três anos, a média nacional
mensal da velocidade de acesso de banda larga contratada pelos clientes atuais
da GVT em, pelo menos, 15,1 Mbps. No estado de São Paulo, a média mensal deve
atingir ao menos 18,25 Mbps.
Segundo
o Cade, com a fusão, haveria concentrações relevantes em alguns municípios do
estado de São Paulo, embora a atuação de Telefônica e GVT seja complementar na
maior parte do Brasil. O órgão antitruste informou que, embora estudos tenham
demonstrado ser pouco provável o risco de aumento de preços do setor motivado
pela operação, as duas empresas se comprometeram a assinar os acordos.
A
Telefônica e Vivendi não poderão ainda acessar ou compartilhar, direta ou
indiretamente, informações confidenciais, estratégicas e concorrencialmente
sensíveis relativos a empresas dos dois grupos e da Telecom Itália.
O
Globo


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