Câmara rejeita a possibilidade de terceirização nas empresas públicas.
A
Câmara aprovou nesta terça feira (14) destaque do PSDB, retirando do projeto de
lei que regulamenta a terceirização no Brasil a possibilidade de as empresas
públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias e controladas, no
âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, aplicarem
as regras da terceirização, que constavam do texto aprovado na semana passada
pelos deputados. O destaque do PSDB foi
aprovado por 360 votos a favor e 47 contra.
Em
função das dificuldades e da falta de entendimentos para continuar a votação
dos destaques que visam a modificar o projeto de lei, que regulamenta a
terceirização, e em atendimento a pedidos dos líderes partidários, o presidente
da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou para esta quarta feira à
tarde a continuação da votação dos destaques apresentados ao texto. “É mais
prudente deixar para amanhã (hoje) a votação”.
Foram
apresentados 34 destaques visando alterar o texto aprovado na semana passada.
Desses, sete eram individuais e foram rejeitados em bloco. Dois outros foram
retirados pelos seus autores e apenas o do PSDB foi aprovado pelos deputados.
Restam ainda serem apreciados 24 destaques.
Eduardo
Cunha avisou que a votação poderá se
estender até as 3 h. “Realmente, em função do número elevado de destaques
apresentados, o que causa confusão em relação aos seus conteúdos, é mais
prudente que continuemos nesta quarta para votar os destaques com mais
consciência”, disse Cunha.
O
texto apresentado pelo relator, deputado Arthur Oliveira Maia (SDD-BA), e
aprovado na semana passada pelo plenário da Câmara estabelece que a
terceirização de mão de obra poderá ocorrer em qualquer uma das atividades de
uma empresa do setor privado e das
empresas públicas e de economia mista. Com a aprovação do destaque do PSDB, já
ficou de fora da terceirização às empresas públicas e de economia mista.
Agência Brasil


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