Crea-PB constata irregularidades em obras no interior do estado.
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| Obras não são acompanhadas por profissionais habilitados |
A equipe de fiscalização do Conselho
de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) constatou, durante ações na
semana passada, que muitas obras não estão sendo acompanhadas por profissionais
habilitados. A vistoria aconteceu em 15 cidades paraibanas.
A equipe de fiscalização do Crea-PB
esteve nas cidades de Campina Grande, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa
de Roça, Alagoa Nova, Matinhas,
Queimadas, Boqueirão, Massaranduba, Ingá, Riachão do Bacamarte, Juarez Távora,
Serra Redonda, Esperança, Areia, Remígio e Pocinhos, realizando um total de 200
visitas. De acordo com o gerente de fiscalização do Conselho, Antônio César,
foram feitas 169 autuações.
“Infelizmente constatamos que a
maioria das obras fiscalizadas não está dentro da normalidade por não estarem
registradas no Conselho de Engenharia. Iremos intensificar o trabalho de
fiscalização, pois não podemos admitir construções sem o acompanhamento de um
engenheiro ou outro profissional que esteja apto para isso”, destacou.
Esse trabalho de fiscalização foi
voltado para a área da construção civil, e na oportunidade foi autuada uma
empresa estrangeira que estava executando serviços em uma linha de transmissão
sem o registro estadual.
Outros itens também foram
verificados durante a fiscalização, entre eles, Segurança do Trabalho. Os
profissionais do Crea-PB constataram que 95% dos trabalhadores do Brejo não
utilizam os equipamentos de segurança (Equipamento de Proteção Individual – EPI
/ Equipamento de Proteção Coletiva – EPC). Foram verificados trabalhadores
longe do solo sem cintos de segurança ou proteção das periferias, manuseando
betoneiras sem botas, capacetes, luvas, e outros equipamentos.
Segundo o subgerente de Fiscalização
do Crea-PB, no caso da verificação dessas irregularidades, foi feito um
trabalho educativo para conscientizar empregados e empregadores sobre a
importância dos itens de segurança nas obras.
A presidente do Crea-PB, Giucélia
Figueiredo, enfatizou que o Conselho
continuará executando esse tipo de fiscalização, que inclui também um trabalho
de orientação: “Nosso dever é promover a segurança da população, e isso é feito
através da presença de profissionais ligados ao sistema Confea/Crea. Somos um
órgão de fiscalização, e de orientação, e quando as normas não forem
respeitadas iremos atuar dentro do que a lei permite”.
Correio


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