TCE-PB ampliará fiscalização sobre previdência de municípios.
Presidente
do Tribunal de Contas do Estado destaca as Auditorias Operacionais Coordenadas,
que serão lançadas no próximo mês conjuntamente com TCU sob coordenação do
ministro Vital do Rêgo Filho, e servirão de modelo para o restante do país.
As
Auditorias Operacionais Coordenadas que serão promovidas pelo Tribunal de
Contas do Estado conjuntamente com o Tribunal de Contas da União (TCU) irão
ampliar a fiscalização e controle sobre regime de previdência dos municípios da
Paraíba. Foi o que afirmou, nesta quinta-feira (28), o conselheiro Arthur Cunha
Lima, presidente do TCE-PB. No próximo mês, Arthur recebe em João Pessoa o
ministro do TCU, Vital do Rêgo Filho, que fará a palestra de lançamento sobre o
programa de Auditorias Operacionais Coordenadas nas áreas de Previdência Social
e meio ambiente com abrangência nacional.
As
Auditorias Operacionais Coordenadas entre TCE-PB e TCU servirão de modelo para
o resto do país, revelou o presidente. Arthur classificou como “preocupante” o
atual estado financeiro das previdências geridas pelos municípios paraibanos.
Um
levantamento divulgado, nessa quarta (27), pelo corregedor do TCE-PB,
conselheiro Fernando Catão, apontou um déficit de quase R$ 10 bilhões nos
cofres da previdência dos municípios paraibanos.
O
presidente observou que os municípios que estão abrigados no Regime Geral da
Previdência Social (RGPS), também apresentam problemas de inadimplência.
As
Auditorias Operacionais Coordenadas, segundo Arthur Cunha Lima, podem
identificar outras irregularidades na gestão desses regimes próprios de
previdência social, além de falhas que estejam sendo cometidas em cálculos
atuariais, por exemplo, que podem comprometer toda a sustentabilidade
financeira desses órgãos municipais.
“Nunca
é demais ressaltar que esses prejuízos nos cofres públicos podem comprometer e
inviabilizar a aprovação das contas dos gestores municipais, que ainda terão
que responder as ações previstas legalmente na esfera do Judiciário”, disse.
Arthur
voltou a ressaltar o empenho de toda a equipe do Tribunal de Contas do Estado
nesse trabalho preliminar, com o levantamento de quais os municípios paraibanos
estão em dia com suas obrigações, mantendo o funcionamento da previdência
própria com toda documentação e contabilidade em dia. Mas acrescentou que a
grande maioria dos municípios que tem regimes próprios de previdência social
estão em situação “muito difícil” e que têm que adotar medidas urgentes para
resolver essas situações.
Para
o conselheiro, o grande desafio dos Tribunais de Contas é controlar os
resultados dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Arthur Cunha Lima
disse que conta com o apoio do Tribunal de Contas da União para dar início às
auditorias operacionais nas áreas da previdência e do meio ambiente. “Na
audiência, em Brasília, com o ministro Vital do Rêgo Filho tratamos desses
temas. O levantamento preciso e divulgado pelo conselheiro Fernando Catão
mostrou que nossa preocupação está correta e daremos efeito à toda essa fiscalização”,
disse.
Ascom/TCE-PB (Fábia Carolino)

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