Apenas 3,2% dos Municípios sancionaram o Plano Municipal de Educação; prazo termina no dia 24.
Estados
e Municípios têm até o dia 24 deste mês para aprovarem os Planos Estaduais e
Municipais de Educação. Mas, a maioria não deve cumprir este prazo. Reportagem
da Agência Senado mostrou que, até o dia 1.º de junho, apenas 179 dos 5.568
Municípios sancionaram os Planos. Portanto, 3,2% do total.
Nenhum
Município do Rio de Janeiro, Sergipe, Alagoas, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia,
Rio Grande do Norte, Piauí e Amazonas tem o Plano Municipal.
A
Agência Senado assegura que a maioria está na fase de elaboração da proposta.
“Essa etapa inclui constituir uma comissão que vai fazer um diagnóstico da
Educação no Município, produzir um documento-base que será submetido à consulta
pública e, por fim, elaborar um Projeto de Lei para apresentação na câmara
legislativa municipal”, explica a reportagem.
Estados
Nos
Estados a situação não é diferente. Há Planos Estaduais sancionados somente no
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão. São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás,
Bahia, Alagoas, Ceará e Acre são os mais atrasados, pois eles têm até o momento
apenas o documento-base.
O
que estes entes federados têm a fazer é adaptar o Plano Nacional de Educação
(PNE) à realidade deles. O PNE está em vigor há um ano e estabelece 20 metas
que envolvem do ensino básico ao superior e valem por 10 anos – até 2024.
Legislação
Atualmente,
a Constituição Federal estabelece os percentuais mínimos de recursos para o
setor - União, 18%; Estados, Distrito Federal e Municípios, 25% sobre a receita
de impostos. No entanto, a matéria destaca: “essa repartição penaliza os
Municípios, que possuem mais atribuições e menos recursos. A União fica com 57%
do total arrecadado no País; Estados, com 25%; e Municípios, com 18%. Na oferta
de vagas na educação básica, a situação se inverte: os Municípios têm 23
milhões de matriculados; os Estados, 19 milhões; e a União, pouco mais que 150
mil”.
Este
alerta da Agência Senado é o mesmo da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Em todas as discussões sobre o PNE em que participou, o presidente Paulo
Ziulkoski chamou a atenção para essa disparidade. “Os Municípios são os
principais responsáveis pela Educação no Brasil, no entanto são os entes com o
menor repasse na divisão do bolo tributário. Isso explica as dificuldades em
elaborar os Planos Municipais e também de atender as 20 metas impostas pelo
planejamento nacional”, diz Ziulkoski.
Agência CNM, com informações da
Agência Senado


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