Saúde divulga boletim da dengue e chikungunya e ações de combate ao mosquito.
A
Secretaria de Estado da Saúde divulgou, nesta terça-feira (2), Boletim
Epidemiológico da dengue e chikungunya, referente ao período de 1º de janeiro a
28 de maio. Nesse período, foram notificados 11.914 casos suspeitos de dengue
na Paraíba, sendo que menos da metade foram confirmados – 4.105 casos; e 1.680
foram descartados. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número de
óbitos confirmados teve uma redução de 80%, caindo de cinco para um óbito.
Nesse intervalo, foram notificados sete casos suspeitos de febre chikungunya.
Dentre
os casos confirmados nessa 21ª semana epidemiológica de início de sintomas, 46
deles foram classificados como dengue com sinais de alarme, sendo 12 casos de
dengue grave. Outros 6.129 casos estão sendo investigados.
Apesar
do aumento do número de casos notificados em relação a 2014, quando foram
registrados 4.115 casos no mesmo período, o boletim revela uma redução no
percentual de casos confirmados. Enquanto esse ano observa-se 34,46% de casos
confirmados, em 2014 esse percentual foi de 48,41%, com 1.992 casos
confirmados. Outros 918 casos registrados no ano passado seguem em
investigação.
O
boletim apresenta ainda um aumento da incidência de casos (número de casos/100
mil habitantes) em relação aos anos anteriores: em 2013, a incidência de casos
era 171,17%; em 2014, 73%; e em 2015, 258,98%.
“Apesar
do aumento no número de casos, a incidência da doença registrada na Paraíba
está em situação de alerta para possível epidemia, de acordo com o plano de
contingência da dengue da SES. Porém, destaca-se que os casos graves devem ser
sinalizados, imediatamente, para que sejam evitados óbitos”, alertou a gerente
executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria, Renata Nóbrega.
Atualmente,
68 municípios paraibanos (30,49%) estão classificados em epidemia de dengue,
conforme preconiza o plano de contingência da Paraíba, ou seja, coeficiente de
incidência (número de casos/100 mil habitantes) acima de 300%: Água Branca,
Alagoa Grande, Alagoinha, Alcantil, Alhandra, Aparecida, Arara, Areia de
Baraúnas, Areial, Aroeiras, Bananeiras, Baraúnas, Barra Santana, Belém, Boa
Vista, Brejo do Cruz, Brejo dos Santos, Cabaceiras, Caiçara, Camalaú, Catolé do
Rocha, Caturité, Conde, Cuitegi, Dona Inês, Frei Martinho, Guarabira,
Itaporanga, Juarez Távora, Junco do Seridó, Juru, Logradouro, Mãe D’água,
Manaíra, Marizópolis, Matinhas, Monte Horebe, Monteiro, Nova Olinda, Ouro
Velho, Parari, Pedra Lavrada, Pedro Regis, Piancó, Picuí, Pirpirituba, Pitimbu,
Prata, Princesa Isabel, Puxinanã, Remígio, Riachão, Riachão de Santo Antônio,
Riacho dos Cavalos, Santa Helena, São Bento, São José dos Espinharas, São José
do Sabugi, São José dos Ramos, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra da Raiz,
Sertãozinho, Sousa, Tavares, Teixeira, Umbuzeiro, Várzea e Zabelê.
Óbitos
– Apenas um óbito por dengue foi confirmado, no município de Alhandra. Oito
mortes seguem em processo de investigação – uma em Alhandra; outra em São João
do Rio do Peixe, uma em Guarabira, uma em Sousa e quatro em João Pessoa,
aguardando o resultado do laboratório do Instituto Evandro Chagas – IEC, no
Pará, e seguem acompanhados pela área técnica e municípios, conforme
preconizado pelo protocolo do Ministério da Saúde.
Ao
comparar com o mesmo período do ano de 2014, quando foram confirmados cinco
óbitos por dengue, observa-se redução de 80%, mas o alerta continua. “Tendo em
vista a situação de risco para epidemia, a Secretaria de Estado da Saúde
recomenda às Secretarias Municipais de Saúde o alerta de manter a rede atenta
para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que os óbitos
sejam evitados”, comentou Renata Nóbrega.
Febre
de Chinkungunya – Na Paraíba, até a 21ª Semana Epidemiológica, foram
notificados sete casos suspeitos de febre, nos municípios de Pombal (1),
Alhandra (1), Campina Grande (1), Umbuzeiro (2), Coremas (1) e João Pessoa (1),
sendo cinco deles descartados e dois em processo de investigação, aguardando
resultado.
A
SES informa que todo caso suspeito de Chikungunya é de notificação compulsória
imediata e deve ser informado em até 24 horas às esferas municipal, estadual e
federal, por meio dos telefones: 0800.281.0023/ 3218-7331/ 8828.2522.
Ações
para controle do mosquito – Para o controle vetorial, a Gerência de Vigilância
Ambiental da SES-PB ressalta que todos os municípios deverão realizar
anualmente quatro ciclos de Levantamento de Infestação Predial (LIRAa e LIA),
com periodicidade trimestral (janeiro, março, julho e outubro). Para tanto,
faz-se necessário que todos os 223 municípios paraibanos realizem, na primeira
quinzena de julho de 2015, o terceiro LIRAa ou LIA (este último para municípios
abaixo de 2.000 imóveis), com o intuito de avaliação do Índice de Infestação
Predial do Mosquito. Os resultados do LIRAa e LIA são de fundamental
importância para o planejamento das ações de combate à Dengue, Febre de
Chikungunya e Zika Vírus.
Através
do LIRAa e LIA existe um indicador entomológico que fornece informações para o
direcionamento das atividades de controle do vetor da dengue, que se constitui
nos recipientes existentes, isto é, aqueles com condições de acumular água.
“Tendo em vista o início do período chuvoso, chega a preocupação com a questão
da proliferação dos mosquitos. Os locais com possibilidade de armazenamento de
água devem ser devidamente tampados”, alertou Renata Nóbrega.
O
indicador é obtido por meio desse levantamento, pelo qual são obtidas
informações sobre os recipientes pesquisados e aqueles com larvas de Aedes
aegypti. Os recipientes mais frequentemente encontrados são vasos e pratos de
plantas, inservíveis como latas, potes e frascos, garrafas e aqueles não
removíveis como piscinas, bebedouros de animais, lonas e outros de utilidade
para o morador. Pneus e caixas d’água apresentaram maiores percentuais de
positividade para o mosquito em relação aos outros tipos.
Carro
fumacê – Trata-se de uma intervenção que preferencialmente deve ser restrita a
áreas vulneráveis, evitando, assim, o uso excessivo de inseticidas em áreas não
indicadas, enfatizando, portanto, o uso oportuno desse insumo crítico nas ações
de controle de dengue.
Neste
ano, 15 municípios receberam intervenção do carro fumacê e, no momento, ele
está atuando em 10 municípios. Foram usados, aproximadamente, 280 litros do
adulticida Lambdacialotrina CE 5% e 3.220 litros de óleo Vegetal, utilizado
como solvente.
O
corpo técnico da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental da Secretaria de
Estado da Saúde e Gerências Regionais de Saúde realiza visitas técnicas aos
municípios em risco utilizando estratégias que possibilitem a operacionalização
de ações intersetoriais, empregando-se de meios e instrumentos que possam
minimizar os obstáculos encontrados no combate ao Aedes e potencializar as
variáveis favoráveis, como o apoio da própria gestão municipal, através da
Educação, Comunicação, Infraestrutra, etc.
“O
Controle vetorial deve ser atividade rotineira nesses municípios, sendo
necessária articulação intersetorial entre o órgão de saúde e outros da esfera
municipal, para realizar melhorias imediatas relacionadas ao saneamento básico,
principalmente de coleta de lixo e de fornecimento regular de água tratada,
evitando que se formem criadouros. Providências pela destinação de resíduos
sólidos especiais, como os pneus e gestão de Ecopontos”, alertou Renata
Nóbrega.
Secom

Nenhum comentário