Transporte escolar pode deixar de atender crianças com até 7 anos e meio.
A
resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que exige o uso de
cadeirinhas para crianças de até sete anos e meio em transporte escolar e que
deve vigorar no início de 2016, é motivo de insatisfação para os motoristas. De
acordo com eles, os veículos não são adaptados para comportar o assento e as
crianças podem ficar sem transporte.
"Há
um consenso entre os motoristas de que a resolução vai interferir no transporte
de crianças nesta idade. Se algo vira uma regra passível de multa e não temos
como cumpri-la, o jeito parece ser deixar de transportar essas crianças",
disse o vice-presidente do Sindicato dos Transportes Escolares do Distrito
Federal, Albenir Nogueira.
"Estamos
tentando negociar. Estamos nos articulando para conseguir um encontro com o
presidente do Contran a fim de mostrar as dificuldades dos motoristas em seguir
a norma. Eu tenho certeza de que ele vai ver que realmente não é possível
seguir a orientação”, avaliou Albenir.
Os
motoristas reclamam que os carros não estão preparados para receber o assessório.
Eles pontuam, por exemplo, a dificuldade em adaptar o cinto de segurança com
três pontas, e não apenas as duas atuais, e que falta espaço para guardar as
cadeiras quando estiverem transportando alunos mais velhos.
A
resolução, publicada na quarta-feira (17), exige que crianças de até sete anos
e meio sejam transportadas em cadeiras próprias à idade nos veículos escolares.
A decisão não se aplica ao transporte coletivo, aos de aluguel, aos de
transporte autônomo de passageiro, como táxis, e aos demais veículos com peso
bruto total superior a 3,5 toneladas. A regra vale para carros de passeio desde
2010.
A
Agência Brasil procurou o Contran, mas até a publicação desta matéria não houve
resposta.
Agência
Brasil


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