Cerca de 100 mil cisternas foram entregues a famílias na PB.
Até
junho deste ano, quase 100 mil cisternas foram entregues para que famílias
captem água da chuva no Semiárido da Paraíba. As tecnologias, que se dividem
para duas finalidades, são resultado da parceria entre o Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Articulação Semiárido
Brasileiro (Asa).
A
primeira é chamada de 'cisterna de placa', solução considerada simples e de
baixo custo para armazenar a água. Cada família recebe um reservatório de água
para consumo humano com capacidade para armazenar 16 mil litros. Com isso, é
possível que uma família, com até cinco pessoas, tenha água para beber e comer
por até oito meses. Na Paraíba, foram entregues 93.930 cisternas deste tipo.
Já
as tecnologias de captação de água da chuva para produção são batizadas de
'cisterna calçadão'. Elas têm capacidade para 52 mil litros de água e abastecem
os agricultores. Cercada por um meio fio, a construção é feita em declive. A
água é conduzida para uma caixa de decantação e daí para o reservatório, no
mesmo formato das cisternas de água para consumo, que têm capacidade para
armazenar 52 mil litros de água. A Paraíba já conta com 6.959 cisternas deste
tipo.
José
Nivaldo dos Santos, 49 anos, e Maria Aparecida dos Santos, 44 anos, que vivem
na zona rural de Areial (PB), são exemplo de família que já recebeu uma
'cisterna calçadão'. Conforme o casal, a melhoria da produção abriu outras
possibilidades de geração de renda. Em 2014, primeiro ano após a construção,
eles receberam R$ 10 mil com as vendas que fizeram para o Programa de Aquisição
de Alimentos (PAA) e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Em
2015, já conseguiram receber R$ 2 mil, no período entre janeiro e junho. “É o
mesmo que antigamente conseguíamos ganhar em um ano todo. Os atravessadores
diminuíam muito o preço das nossas coisas”, compara Maria Aparecida.
De
acordo com o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS,
em muitos casos é a primeira vez que uma família sertaneja está tendo acesso à
água para produzir. “Por isso, estas cisternas são um pontapé inicial numa nova
etapa da vida dessas famílias, que darão um salto na forma de convivência com o
Semiárido, podendo até mesmo acessar novos mercados”, afirmou.
Via
JPOnline


Nenhum comentário