Estimativa para FPM em 2015 cai R$ 1,8 bilhão; CNM divulga nota.
Com
o anúncio, nesta quarta-feira, 22 de julho, da redução da meta de superávit
primário e o corte adicional no orçamento deste ano divulgados no Relatório de
Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3.º bimestre, a Confederação
Nacional de Municípios (CNM) divulga nota acerca do assunto.
O
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, divulgou que a meta de economia para pagar
os juros da dívida caiu de R$ 66,3 bilhões para R$ 8,747 bilhões.
Anteriormente, o superávit seria de 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB), mas
com a reavaliação a previsão é de 0,15% do mesmo.
Os
Estados e Municípios também tiveram suas metas de superávit reajustadas: de R$
11 bilhões (2% do PIB) para R$ 2,9 bilhões (0,05% do PIB). Seguindo a política
fiscal de restrição orçamentária, o governo anunciou uma redução de R$ 8,6 bilhões
no orçamento do ano. As medidas, segundo o Ministro, buscam a maior proximidade
das estimativas com a realidade e uma maior transparência na política fiscal.
Dados
macroeconômicos
A
CNM informa que o relatório traz também estimativas do governo para dados
macroeconômicos como a taxa de crescimento do PIB e a inflação para 2015.
Segundo o relatório, a previsão para 2015 do crescimento real do PIB foi
reduzida de ‐1,20%
para ‐1,49%, sendo que tal queda
impacta o mercado de trabalho e, consequentemente, a taxa de crescimento da
massa salarial nominal.
A
entidade ressalta que a redução da massa salarial interfere diretamente na
arrecadação do Imposto sobre a Renda (IR), um dos principais componentes do
Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A
previsão para o índice de inflação (IPCA) passou de 8,26% para 9,0%
interferindo negativamente na decisão de consumo e nos recolhimentos do Imposto
sobre Produto Industrializado (IPI) que também compõe o FPM.
Queda de projeção
A
projeção do total do FPM para o ano de 2015, de acordo com este relatório do 3º
bimestre, é de R$ 85,567 bilhões frente aos R$ 87,446 bilhões previstos no
relatório anterior, ou seja, R$ 1,879 bilhões a menos em transferências
constitucionais aos Municípios.
Esta
queda de 2,2% é ainda maior quando comparada a previsão da Projeto de Lei
Orçamentária Anua (Ploa) de R$ 91,106 bilhões: 6,47% a menos para o fundo. A
Confederação já havia alertado aos gestores municipais que as estimativas do
governo federal para os repasses ao fundo estavam superestimados e em desacordo
com a realidade de instabilidade econômica que o país vem enfrentando.
Clique Aqui e confira a nota completa
CNM


Nenhum comentário