Supremo informa que Dilma vetou reajuste para servidores do Judiciário.
A
assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF) informou na noite desta
terça-feira (21) que a presidente Dilma Rousseff decidiu vetar o reajuste
aprovado pelo Congresso Nacional para os servidores do Judiciário. O veto ao
projeto deverá ser publicado na edição desta quarta-feira (22) do “Diário
Oficial da União”.
Até
a última atualização desta reportagem, a informação não tinha sido confirmada
pelo governo, mas no último dia 1º o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa,
havia adiantado que o reajuste era "incompatível" e a tendência era
que fosse vetado. No mesmo dia, a presidente classificou a proposta de reajuste
de "insustentável".
De
acordo com a assessoria do STF, o secretário-executivo do Ministério do
Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira, telefonou para o Supremo e informou
sobre o veto ao diretor-geral do STF, Amarildo Vieira.
A
assessoria do Ministério do Planejamento, não confirmou o veto, mas informou
que o governo avalia conceder aos servidores do Judiciário reajuste de 21,3% a
ser pago pelos próximos quatro anos, assim como oferecido aos servidores do
Executivo. Conforme a assessoria, as negociações com a categoria continuarão
nos próximos dias.
Confirmada
decisão da presidente, caberá ao Congresso Nacional decidir, em sessão conjunta de deputados e senadores, se mantém
ou se derruba o veto.
Em
30 de junho, o Senado aprovou reajuste que varia de 53% a 78,5%, de acordo com
o cargo, a ser pago em seis parcelas até 2017. O governo se posicionou contra o
projeto porque, segundo o Ministério do Planejamento, os percentuais
representariam aumento de R$ 25,7 bilhões nos gastos nos próximos quatro anos.
O impacto será de R$ 1,5 bilhão, em 2015; em R$ 5,3 bilhões, em 2016; R$ 8,4
bilhões, em 2017; e R$ 10,5 bilhões, em 2018.
Desde
que o Congresso aprovou o reajuste, os servidores do Judiciário fizeram
protestos (veja o desta terça no vídeo ao lado) em frente ao Palácio do
Planalto com o objetivo de pressionar a presidente Dilma a não vetar o aumento.
A categoria diz que o último reajuste ocorreu em 2006 e que o percentual médio
de 59% repõe a inflação acumulada no período.
Lewandowski não comenta
Por
meio da assessoria do STF, o presidente do tribunal, ministro Ricardo
Lewandowski, informou que aguardará a apreciação do veto da presidente da
República pelo Congresso Nacional.
Durante
a negociação, o Supremo chegou a propor veto parcial, para suprimir as
primeiras parcelas do reajuste médio de 59%, mas a hipótese já havia sido
descartada.
O
governo propôs ao Judiciário aumento de 21,3% que já propôs aos servidores do
Executivo, escalonado entre 2016 e 2019. Os servidores do Judiciário, no
entanto, não aceitam a proposta e querem uma nova negociação.
O
Supremo deve voltar à mesa de negociações depois da publicação do veto. No STF,
não há expectativa de que o Congresso derrube o veto, uma vez que dirigentes do
tribunal avaliam que a aprovação foi somente para desgastar Dilma.
G1


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