Família de “funcionários fantasmas” de Rio Tinto irá responder por improbidade administrativa.
O
Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça de
Defesa do Patrimônio Público de Rio Tinto, ingressou com ação civil pública
(ACP) por ato de improbidade administrativa contra ex-vereadora e seus dois
filhos, que estariam recebendo salários da Prefeitura de Rio Tinto sem
trabalhar. A ação também atinge a secretária municipal da Educação, Antônia
Bernardo Leandro, por omitir-se e favorecer essa situação. O município de Rio
Tinto, com 24 mil habitantes, está localizado no litoral norte paraibano,
distante a 52 quilômetros da capital, João Pessoa.
“Ciente
de que servidores públicos, membros de uma mesma família, vinham percebendo
seus salários sem a contrapartida do trabalho funcional, o Ministério Público
instaurou inquérito civil e, restando o fato comprovado, ingressou com a ação”,
diz a ação civil pública por ato de improbidade administrativa impetrada contra
a ex-vereadora Maria de Fátima Araújo da Cunha e seus dois filhos, o advogado
Walter Batista da Cunha Júnior e Waltércia Araújo da Cunha.
Para
o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Rio Tinto, José
Raldeck Oliveira, “esses servidores públicos trilharam o caminho da
desonestidade e da má-fé, incorrendo na prática de ato de improbidade, quando
receberam remuneração referente aos seus cargos sem a contrapartida do trabalho
funcional e, assim, de um lado obtiveram vantagem patrimonial indevida e, de
outro, violaram princípios constitucionais”.
Se
a Justiça julgar a ação procedente, os “funcionários fantasmas” de Rio Tinto
terão que irão ressarcir inteiramente o dano causado ao erário. “Eles também
terão os direitos políticos suspensos por dez anos e não poderão firmar
contrato com o poder público”, acrescenta o promotor.
Ascom/MPPB


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