Justiça suspende eleições para Conselhos Tutelares da capital.
Decisão
levou em conta suspeita de irregularidades. Principal argumento é o de que a
presidente do CMDCA escolheu a comissão eleitoral e depois se candidatou.
As
eleições para os Conselhos Tutelares de João Pessoa estão suspensas por decisão
judicial. A liminar para adiar o pleito foi publicada na última quarta-feira
pelo juiz da 6ª Vara Civil da capital, Aluízio Bezerra, sob alegação de
suspeitas de ilegalidade nos procedimentos do processo eleitoral para escolha
dos novos conselheiros.
O
magistrado explicou que acatou o pedido de um grupo de conselheiros que pediu a
suspensão do pleito alegando que houve irregularidades na elaboração do edital
e formação da comissão que acompanha as eleições. “O que tem nos autos é que a
coordenadora do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de João Pessoa
(CMDCA) elaborou o edital, escolheu a comissão eleitoral e depois se candidatou
mesmo estando ainda no cargo. Isso é ilegal”, esclareceu o juiz.
Caso
a decisão judicial não seja cumprida, o CMDCA poderá arcar com multa diária no
valor de R$ 1 mil.
Na
liminar, Aluízio Bezerra informou ainda que o processo foi encaminhado ao
Ministério Público para que o caso seja apurado e intimou ainda a coordenadora
do CMDCA e um representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social
(Sedes) para informar à Justiça a comprovação de providências sobre o caso, em
um prazo de até 10 dias. “Mesmo que a coordenadora tenha se afastado do cargo,
o processo eleitoral está irregular porque ela que organizou a comissão e
depois se candidatou”, complementou o magistrado.
O
vice-presidente da Comissão Eleitoral dos Conselhos Tutelares da capital,
Renato Bonfim, informou que o órgão não foi comunicado oficialmente sobre a
liminar e preferiu não comentar o assunto. O promotor da Infância e Juventude
da capital, Aley Escorel, também foi procurado pela reportagem e disse que
ainda não tomou conhecimento do fato.
JPOnline


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