Mais um prefeito paraibano entra na 'moda' da redução do próprio salário.
A
crise econômica que atingiu o país gerou uma 'moda' nas cidades paraibanas que
é positiva para os cofres públicos. Desde agosto, pelo menos seis prefeitos
paraibanos decidiram reduzir os próprios salários. O último deles foi o
prefeito de Esperança, Anderson Monteiro (PSC), que anunciou uma redução de
20%¨nos seus vencimentos e no da vice-prefeita, Roxana Nóbrega (PSC). Ele
também cortou em 10% os salários dos secretários.
As
medidas foram adotadas por meio de um decreto. Além da redução salarial,
Anderson proibiu contratações temporárias, concessão de diárias e redução de
gratificações.
Segundo
o prefeito, as medidas levam em consideração, principalmente, a queda nas
receitas, cada vez mais acentuada, principalmente do Fundo de Participação dos
Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS). “Só o ICMS, num comparativo com o mesmo período de 2014, caiu cerca de
30%”, afirmou o prefeito. “Fizemos de tudo que foi possível para não prejudicar
os servidores, serviços nem a população, mesmo a crise impondo medidas muito
mais drásticas”, completou Anderson Monteiro.
O
prefeito determinou ainda a contenção no consumo de energia, telefone, água,
combustível e a revisão de contratos de prestação de serviço de natureza
continuada como aluguel de automóveis, imóveis, assessorias advocatícia e
contábil, entre muitos outros, por um período de 100 dias. Diante disso, o
horário de funcionamento das repartições municipais ficou determinado das 08h
às 14h, de segunda a sexta, exceto os serviços essenciais.
Cortando
a própria carne
Desde
agosto outros prefeitos têm baixado pacote de medidas de austeridade em função
da crise econômica e cortaram na própria carne, reduzindo os salários. A maior
redução adotada foi o da prefeita de Patos, Francisca Motta (PMDB), que
diminuiu os vencimentos em 50%.
Em
Campina Grande, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB), cortou o salário em 40%.
Esse mesmo índice de redução foi adotado pelo prefeito de Lagoa Seca, José
Tadeu (PSC).
O
prefeito de Cruz do Espírito Santo, Pedro Gomes Pereira (PSD), fez um corte de
20% nas suas remunerações. E o de Areia, Paulo Gomes (PRB), adotou uma
diminuição de 30%.
JPOnline


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